Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2003 |
Autor(a) principal: |
Oliveira, Rosane Barbosa de |
Orientador(a): |
Sarno, Euzenir Nunes |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/4139
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Resumo: |
A principal complicação na hanseníase é o desenvolvimento de deformidades ao longo do curso crônico da doença. Neste estudo, nós utilizamos uma linhagem humana maligna de células de Schwann (ST88-14) para caracterizar a indução do fenômeno de morte celular e a produção de citocinas em células de Schwann (CS) in vivo e in vitro. Têm sido demonstrado que CS tornam-se ativadas e podem produzir citocinas durante injúria experimental e em algumas neuropatias. As funções fisiológicas das células de Schwann e a compreensão de como citocinas, M. leprae e seus componentes causam danos a estas células foram investigados. As células infetadas estimulam a formação do granuloma e subsequentes destruição bacilar e o dano no nervo. A recente descrição dos mecanismos de entrada da bactéria nesta célula e, conseqüentemente, o estudo da interação do M. leprae e da CS no que se refere à resposta imune inata (expressão de receptores Toll - TLR) são essenciais para tentar esclarecer os mecanismos envolvidos no desenvolvimento de lesões do nervo. Assim a expressão do receptor Toll foi avaliado na linhagem ST88-14, em células de Schwann primárias e em biópsias de pele. Investigamos também a possibilidade de células de Schwann humanas serem susceptíveis a morte pela ativação do TLR2. Foi observado a expressão de TLR2 em células de Schwann e a ativaçao destas células com um agonista TLR2, um lipopeptídeo sintético que abrange a porção N-terminal putativa da lipoproteína 19kD de M. leprae induziu a relativa secreção de citocinas IL-6 e IL-8, bem como induziu um aumento no número de células com características de células apoptóticas. A apoptose induzida pelo lipopeptídeo e a produção de citocinas nas CS foi bloqueada com anticorpo monoclonal anti-TLR2. Foi também observado que as CS em lesões de pele de pacientes com hanseníase expressam TLR2 bem como a presença de apoptose in vivo. A capacidade de ligantes de M. leprae induzirem apoptose de CS através de TLR2 proporciona um mecanismo pelo qual a ativação da resposta imune inata contribui para a lesão de nervo na hanseníase. Neste projeto, a capacidade e efeitos de TNFa/TGFb e do M. leprae nas células ST88-14 foram investigados. Neste estudo nós mostramos que as células de Schwann expressam constitutivamente ambos os receptores de TNF. Os resultados demonstraram um índice aumentado de apoptose nas culturas das células na presença de TNFa /TGFb em comparação com controle. Finalmente, um índice aumentado de apoptose também foi observado quando na ST88-14 foi mantida em cultura na presença de M. leprae vivo ou morto. Os dados indicam que TNF-Rs bem como uma resposta específica para TNFa e o efeito sinergístico com TGFb, assim como a infecção pelo M. leprae podem estar implicados na patogênese da lesão do nervo na hanseníase |