Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Ribeiro, Débora Stephanie |
Orientador(a): |
Deslandes, Suely Ferreira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/34156
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Resumo: |
Esta dissertação é resultado de uma pesquisa de campo realizada entre os profissionais de saúde mental do sistema socioeducativo do Rio de Janeiro. O objetivo da pesquisa foi analisar como as demandas de saúde mental dos adolescentes que cumprem medida de internação são identificadas e atendidas pelas unidades de internação e pelo Sistema Único de Saúde - SUS, tendo como contexto o cotidiano das equipes de saúde mental das unidades e a rede de relações interinstitucionais com demais atores relevantes (Secretarias de Saúde, Departamento Geral de Ações Socioeducativas – Degase, Judiciário). Foi feito um estudo qualitativo por meio da realização de entrevistas individuais semiestruturadas com profissionais das equipes de saúde mental de duas unidades de internação e com profissionais da Coordenação de Saúde do Degase. Como método de análise, foi utilizada a análise de discurso crítica de Fairclough. Os resultados foram apresentados em dois artigos, que compõem esse material. No artigo “Discursos sobre as demandas de saúde mental de jovens cumprindo medida de internação no Rio de Janeiro” destaca-se que há concepções diferentes entre os profissionais sobre o que se constitui enquanto demanda de saúde mental, mas não há preponderância de um discurso. Identificou-se que os adolescentes têm poucas oportunidades no fluxo atual das unidades socioeducativas de vocalizar diretamente suas necessidades e estas aparecem geralmente intermediadas pelos técnicos de saúde. No artigo “Saúde mental de adolescentes internados no sistema socioeducativo do Rio de Janeiro: relação entre as equipes das unidades e a rede”, é apontada a fragilidade da articulação entre os gestores do SUS e do sistema socioeducativo, impactando na rotina de trabalho das equipes de saúde mental das unidades socioeducativas. Além disso, há ainda questões estruturais como a falta de transporte e de agentes para acompanharem os adolescentes em atendimentos externos, e resistências dos profissionais tanto dentro quanto fora das unidades. Como consequência, há um isolamento tanto dos adolescentes quanto dos profissionais em relação às ações e políticas de saúde mental do território. |