Estudo sobre a inserção de discentes de medicina na atenção primária a saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Coelho, Márcia Gomes Marinheiro.
Orientador(a): Nuto, Sharmênia de Araújo Soares
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/48525
Resumo: A trajetória do Ensino Médico no Brasil vem passando por diversas mudanças nos últi- mos anos, ressaltando o papel do aluno de graduação como protagonista do saber, resinificando a prática médica e desenvolvendo competências no sentido de uma formação mais ampla. Nesse contexto, as Diretrizes Curriculares Nacionais de 2014 reforçam a proposta de um perfil de formação que contemple as necessidades de saúde através da integração ensino-serviço e dessa forma, a Atenção Primária à Saúde se configura como campo de prática num contexto longitu- dinal, oportunizando a aquisição de competências necessárias para consolidação do SUS. As- sim, o objetivo dessa pesquisa é analisar, sob a ótica dos alunos do internato de Medicina, a Atenção Primária à Saúde (APS) como ambiente de aprendizagem. Realizou-se um estudo transversal descritivo, com abordagem qualitativa, através de quatro grupos focais com internos dos quatro cursos de Medicina de Fortaleza, Ceará. Realizou-se o método de interpretação dos sentidos, tendo sido identificadas 14 categorias empíricas. Os resultados dessa pesquisa trazem elementos importantes para identificar fragilidades e potencialidades da APS como cenário de ensino do curso de Medicina. Na opinião dos alunos, a APS permite correlacionar a teoria com situações reais, à medida que os aproxima das necessidades de saúde da população e das pessoas inseridas em seu contexto familiar e social. No geral, fatores como as limitações do Sistema Único de saúde (SUS), a falta de estabilidade na contratação dos profissionais e ainda, a ausên- cia de um plano de carreira afastam alguns da possibilidade de virem a trabalhar na Atenção Primária. Para outros, no entanto, o incentivo à docência na APS seria um fator motivador para sua atuação nessa área. A partir dos resultados, ressalta-se que novas e importantes habilidades devem ser estimuladas a partir das adversidades para que possam ser compreendidas como de- safio possível de ser contornado pelos futuros egressos em Medicina.