Avaliação de incapacidade em crianças com síndrome congênita pelo zika vírus com idade acima de três anos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Souza, Laura Cristina Machado Ribeiro de
Orientador(a): Ribeiro, Carla Trevisan M
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/54557
Resumo: Introdução: Crianças com Síndrome Congênita pelo Zika vírus (SCZV) necessitam de apoio coordenado de saúde, educação e assistência social, com avaliações amplas sobre sua condição de saúde. Contudo, poucos estudos têm por objeto a descrição das experiências relacionadas à incapacidade destas crianças, principalmente nas repercussões em longo prazo. Objetivo: Descrever a incapacidade em crianças com SCZV acompanhadas em um hospital de referência do Estado do Rio de Janeiro. Métodos: Estudo transversal e descritivo, composto por crianças com SCZV em acompanhamento num hospital de referência do Rio de Janeiro com idade acima de três anos. A caracterização da incapacidade foi baseada nos desfechos relacionados aos componentes do sistema da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), utilizando os instrumentos das avaliações clínicas e do desenvolvimento motor. Análise dos dados realizada de forma descritiva. Resultados: Amostra de 50 crianças, com mediana da idade de 40 meses, sendo 47 (94%) crianças graves e 46 (92%) com microcefalia. Encontrados prejuízos na estrutura de cabeça e pescoço e em área da pele da maioria dos pacientes, e toda a amostra apresentou alteração em imagem do sistema nervoso central. As funções do corpo mais evidentes que apresentaram prejuízos foram: funções de consciência, tônus muscular e da fala. Limitações de atividade em todas as categorias, porém mais evidente, entre 80% e 94% da amostra, nas transferências posturais e deslocamentos. Sem dados referentes à participação. Os fatores ambientais identificados na maioria da amostra foram o uso de produtos ou substâncias para consumo pessoal e acesso aos serviços de saúde. Conclusão: A distribuição de frequência de incapacidades, especialmente no domínio de atividade motora, em crianças com SCZV permanece elevada após três anos do início da epidemia no Brasil. A apropriação do modelo biopsicossocial de assistência sustentado pela CIF pode ampliar a avaliação e auxiliar o planejamento de das ações de cuidado integral.