Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Freitas, Felipe Santos Simões de |
Orientador(a): |
Tibiriçá, Eduardo Vera,
Lessa, Marcos Adriano da Rocha |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/17799
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Resumo: |
As estatinas são amplamente utilizadas no tratamento da dislipidemia, que está frequentemente associada com anormalidades cardiovasculares, incluindo a hipertensão arterial. A rarefação microvascular e disfunção endotelial são fatores de risco para a ocorrência de lesões em órgãos-alvo na hipertensão arterial. O objetivo do projeto de tese foi investigar os efeitos agudos da sinvastatina (SINVA) sobre a microcirculação cerebral e função endotelial em ratos espontaneamente hipertensos (SHR) e os efeitos do tratamento com sinvastatina em um modelo de hiperpermeabilidade microvascular induzido pela bradicinina. Ratos machos normotensos (WKY) e hipertensos foram dividos em 4 grupos experimentais, e foram tratados por gavagem com salina (WKY-CTL e SHR-CTL) ou sinvastatina 30 mg/kg/dia (WKY+SINVA e SHR+SINVA) durante 3 dias consecutivos. Para investigação dos efeitos do tratamento com sinvastatina (SINVA) sobre a hiperpermeabilidade microvascular induzida pela bradicinina (BK), os ratos foram inicialmente divididos em dois grupos experimentais (n=8), o grupo BK, onde os animais foram administrados com salina e o grupo BK+SINVA, tratados com sinvastatina (5 mg/kg), por via intraperitoneal, 24 horas antes da indução da hiperpermeabilidade vascular utilizando a concentrações crescentes de bradicinina na superfície do músculo cremaster. O tratamento com sinvastatina reduziu a pressão arterial, reverteu a rarefação microvascular funcional cerebral e muscular, além de melhorar a vasodilatação arteriolar dependente de endotélio, acompanhado do aumento na expressão da enzima eNOS, e normalização do fluxo sanguíneo cerebral em ratos hipertensos Além disso, o tratamento com sinvastatina teve um efeito antiinflamatório vascular, reduzindo o rolamento e adesão de leucócitos em vênulas cerebrais, diminuiu o estresse oxidativo e aumentou a capacidade antioxidante no músculo e cérebro de ratos hipertensos. Os efeitos cardiovasculares benéficos observados com o tratamento de sinvastatina neste estudo foram completamente independentes dos níveis de colesterol, uma vez que os ratos hipertensos utilizados não apresentam hipercolesterolemia comparado com ratos normotensos, e o tratamento com sinvastatina durante três dias não alterou os níveis séricos de colesterol. Adicionalmente, o tratamento agudo com sinvastatina foi capaz de prevenir o aumento da permeabilidade microvascular induzido pela bradicinina. Os efeitos microcirculatórios e cardiovasculares da sinvastatina observados no presente estudo podem contribuir sobremaneira para a ampliação das indicações terapêuticas dessa classe farmacológica na hipertensão arterial, independente dos níveis de colesterol |