Estudo de utilização da albumina humana em hospitais do Rio de Janeiro, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Matos, Guacira Corrêa de
Orientador(a): Rozenfeld, Suely
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/4427
Resumo: As controvérsias em torno da indicação terapêutica da albumina humana (AH) e o impacto nos custos hospitalares pelo uso irracional do produto, motivaram nas três últimas décadas, a realização de estudos a respeito do problema em diversos países. No Brasil, as iniciativas de racionalização de uso da AH são escassas e pouco difundidas. Esta tese é apresentada em três artigos que abordam os aspectos clínicos e epidemiológicos do uso da AH em hospitais do Rio de Janeiro, utilizando dados primários e secundários. No primeiro artigo, foram utilizados dados primários extraídos dos prontuários médicos de 99 pacientes maiores de 15 anos, internados em um hospital do Rio de Janeiro que receberam AH, entre março a agosto de 2001. O enfoque principal foi a adequação das prescrições às diretrizes de protocolos clínicos. Houve 33% de indicações apropriadas, 62% de inapropriadas e 5% de controversas, além de dois casos suspeitos de reações adversas. A segunda etapa do estudo, que deu origem ao segundo e terceiro artigos, foi desenvolvida com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde – SIH/SUS. No segundo artigo, foram analisadas 10 111 internações de maiores de 1 ano, nas quais houve uso de AH nos hospitais da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, nos anos de 1999, 2000 e 2001. Além da descrição das características do uso da AH, foram feitas análises ajustadas das variáveis associadas ao óbito e à gravidade dos casos. Os óbitos se mostraram associados positivamente à quantidade de AH empregada, à gravidade dos casos e à especialidade médica clínica. No terceiro artigo, foram analisadas as internações nas quais a AH foi indicada para reposição nutricional, nos mesmos período e população do segundo artigo. A abordagem principal foi a exploração dos dados secundários do SIH/SUS em estudos de utilização de medicamentos. Os desfechos foram a inadequação da indicação da AH e a ocorrência de óbito entre os pacientes que receberam o medicamento como reposição nutricional. As análises mostraram maior chance de prescrição inadequada entre as internações mais longas e de ocorrência de óbito entre os mais idosos.