O sujeito que se constrói no ensino a distância

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Meneghel, Patrícia da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/3289
Resumo: Esta tese parte do ensino a distância (EaD), das materialidades textual-discursivas produzidas por sujeitos-acadêmicos de uma instituição de ensino superior bem como de uma plataforma virtual que oportuniza os acontecimentos discursivos. Utiliza-se, em face disso, uma ferramenta específica para fins didáticos, o EVA (Espaço Virtual de Aprendizagem) da Universidade do Sul de Santa Catarina. Situa-se em um contexto filosófico/discursivo e, assim, procura refletir e discutir a respeito de algumas questões subjacentes ao ensino a distância (EaD). O objetivo central desta tese é analisar o sujeito que se constrói no ensino a distância, por meio de uma reflexão discursiva acerca das singularidades designáveis na estrutura e no acontecimento. Esse sujeito busca na virtualidade a potência para a produção de uma realidade ou de um efeito de real e exercita, num processo contínuo e ao seu tempo, as atualizações que definem uma realidade que, ao ser individual, corrobora a construção de uma realidade coletiva (momento presente). Para a análise, partiremos de uma reflexão filosóficodiscursiva, pautada em conceitos teóricos que se entrecruzam entre a Filosofia e a Análise de Discurso e, por vezes, aproximando uma ou outra instância teórica para, oportunamente, discorrer sobre as condições de produção dos enunciados/acontecimentos atualizados nas salas virtuais de aprendizagem, tanto de disciplinas a distância (DAD), quanto de cursos totalmente a distância, da UnisulVirtual. Ao final, considera-se que: a) há um sujeito que se constrói no ensino a distância e o faz em função do ressoar das estruturas em acontecimentos múltiplos, emanados por singularidades transcendentes e irrepetíveis; b) cabe ao aluno a movência, o ocupar posições-sujeito distintas dentro de uma forma-sujeito Unisul; c) a partir das posições ocupadas pelo sujeito, é possível observar para além do que a face pode transparecer: emerge o rosto; efetua-se a instância paradoxal; ressoa a máquina abstrata, que desterritorializa e reterritorializa o sujeito em um devir-clandestino, possível num jogo de tempo múltiplo, que são todos sem ser nenhum; d) há uma arquiestrutura que possibilita a vibração do significante e do significado, estabelecendo um jogo sem centro e, em razão disso provoca o deslizamento do sujeito para um devir imprevisível; e) como lugar de universalização do conhecimento, a Universidade deve fazer fluir a movência entre várias posições-sujeito possíveis e, ainda, despertar e desvendar os rostos velados que se acanham nas faces transparentes.