Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
MICILLO, GLÁUCIA |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/18610
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Resumo: |
O envelhecimento pode ser definido como um conjunto de modificações fisiomorfológicas, bioquímicas e psicológicas, que são determinantes para a perda gradual da capacidade de adaptação do indivíduo ao ambiente. Este é um processo dinâmico, irreversível e progressivo que provoca no organismo complexas modificações nos aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar se a renda mensal poderia influenciar nas características sociodemográficas, no arranjo familiar, nas condições de saúde, na qualidade de vida e na capacidade funcional de uma amostra de longevos residentes no Estado de São Paulo. Um estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado de outubro de 2016 a outubro de 2018. Uma amostra de conveniência de 106 idosos foram incluídos no presente estudo com idade igual ou superior a 80 anos de ambos os sexos, que viviam em diferentes contextos comunitários do Estado São Paulo e eram atendidos em alguma instituição parceira da Universidade São Judas Tadeu, campus Mooca. Considerando os longevos que apresentavam renda mensal própria proveniente de atividades remuneradas, aposentadoria e/ou pensão foram formados os seguintes grupos: renda mensal de até 1 salário mínimo, como representantes da classe socioeconômica mais baixa (n= 29), grupo com renda mensal entre 1 a 3 salários mínimos, como representantes da classe socioeconômica intermediária (n= 50) e grupo com renda mensal acima de 3 salários mínimos, como representantes da classe socioeconômica mais elevada (n= 22). Os dados demográficos e socioeconômicos apresentados são referentes à idade, gênero, estado civil, cor ou raça, escolaridade, renda mensal, tipo domicílio, relações familiares, capacidade cognitiva, doenças e medicamentos autorreferidos, questionário variáveis de saúde e psicossociais para avaliação subjetiva da saúde, de qualidade de vida (WHOQOL bref e WHOQOL-Old) e capacidade funcional. As variáveis categóricas foram analisadas pelo Teste do Qui-quadrado, enquanto as quantitativas foram avaliadas por Kruskal Wallis, com nível de significância estabelecido em 5%. Foi observado que o rendimento mensal dos longevos do presente estudo influenciou em algumas características sociodemográficas como: sexo, estado civil, escolaridade, número de filhos, arranjo familiar; e, em relação à saúde e qualidade de vida foram observadas diferenças na capacidade cognitiva, nos acessos aos serviços de saúde e na faceta morte-morrer do WHOQOL-Old. Os longevos incluídos de acordo com a renda mensal não diferiram quanto ao número de DCNTs e medicamentos de uso contínuo, qualidade de vida e capacidade funcional. No entanto, novos estudos com longevos que vivem em diferentes contextos comunitários com maior ou menor variabilidade são necessários para estabelecer estratégias para recuperar, manter e promover a autonomia e a independência funcional desse segmento etário. |