AvaliaÃÃo das atividades dos enfermeiros da saÃde da famÃlia na atenÃÃo à saÃde da crianÃa de zero a dois anos em trÃs MunicÃpios do CearÃ

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Main Author: MÃrcia Maria Tavares Machado
Publication Date: 2006
Format: Doctoral thesis
Language: por
Source: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFC
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Summary: O estudo teve como objetivo avaliar as atividades desempenhadas pelos enfermeiros da estratÃgia SaÃde da FamÃlia na assistÃncia Ãs crianÃas de zero a dois anos, em trÃs municÃpios do CearÃ. Os participantes do estudo foram 81 (oitenta e um) enfermeiros da SF que atuam nos municÃpios de Fortaleza, Cascavel e Quixeramobim, CearÃ. A coleta de dados foi realizada no perÃodo de novembro de 2003 a maio de 2004, utilizando a abordagem quantitativa, do tipo descritivo, com a utilizaÃÃo de dados primÃrios. Foi utilizado questionÃrio com questÃes fechadas e abertas. Os dados foram digitados e processados no Programa Epi-Info 6.04 e testado estÃsticamente com o qui quadrado (α2) e o p de Fisher Freeman Halton. De acordo com os resultados, foi possÃvel identificar que: 92,5% dos enfermeiros sÃo do sexo feminino; 78,0% atuam na SaÃde da FamÃlia hà menos de 5 anos e 49,4% trabalhou em PSF de outro municÃpio antes de contratado pelo gestor, no presente exercÃcio; o curso de especializaÃÃo em SaÃde da FamÃlia foi cursado por 75,0% dos enfermeiros; 47,0% submeteram-se à capacitaÃÃo nos Cursos de Aconselhamento em AmamentaÃÃo e de AtenÃÃo Integral as DoenÃas Prevalentes da InfÃncia (AIDPI); 60,5% dos respondentes e que atuam nos municÃpios do interior cursaram o AIDPI (p=0,001). 53,2% realizaram a primeira consulta de enfermagem apÃs os 30 dias do nascimento da crianÃa; 70,0% se apresentam pelo nome, antes da consulta de enfermagem (p=0,020). Os enfermeiros nÃo costumam preocupar-se com a presenÃa do pai ou da avà no acompanhamento da mÃe à consulta da crianÃa, a nÃo ser âÃs vezesâ, o que apresentou significÃncia de p=0,006 e p=0,046, respectivamente. 38,0% nÃo organizam grupos de gestantes na Unidade de SaÃde ou na comunidade; 79,0%, tambÃm, nÃo organizam grupos de puÃrperas para orientar sobre os cuidados com a crianÃa (p=0,015); somente 50,6% realizou a visita domiciliar na primeira semana pÃs-parto. Os enfermeiros apontaram como aspectos positivos da atuaÃÃo da SaÃde da FamÃlia: âEnvolvimento com a comunidade/boa relaÃÃo com as famÃliasâ e âTrabalho em equipeâe âApoio e o reconhecimento do trabalho do enfermeiro pelo gestorâ e a âDedicaÃÃo e envolvimento do enfermeiro no trabalhoâ; e, como aspectos negativos: âFalta de infra-estrutura e material para o trabalhoâ e âO excesso do nÃmero de famÃlias por equipeâ. O estudo mostrou-se relevante na medida em que aprofundou o tema e avaliou as prÃticas que exerceram influÃncia no processo do cuidado com as crianÃas e as famÃlias, comparadas com o que à estabelecido pelo MinistÃrio da SaÃde. Confirmamos a hipÃtese H1 de que existe diferenÃa significativa entre as atribuiÃÃes do enfermeiro estabelecidas pelo MS, para a assistÃncia à crianÃa menor de 2 anos, e as atividades cotidianas do enfermeiro que atua na SF. Os enfermeiros deveriam priorizar a competÃncia para ser profissional mais humano, contemplando tanto o acolhimento, como a prÃtica dialÃgica, sobretudo, centrada no cuidado com a crianÃa.
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Os participantes do estudo foram 81 (oitenta e um) enfermeiros da SF que atuam nos municÃpios de Fortaleza, Cascavel e Quixeramobim, CearÃ. A coleta de dados foi realizada no perÃodo de novembro de 2003 a maio de 2004, utilizando a abordagem quantitativa, do tipo descritivo, com a utilizaÃÃo de dados primÃrios. Foi utilizado questionÃrio com questÃes fechadas e abertas. Os dados foram digitados e processados no Programa Epi-Info 6.04 e testado estÃsticamente com o qui quadrado (α2) e o p de Fisher Freeman Halton. De acordo com os resultados, foi possÃvel identificar que: 92,5% dos enfermeiros sÃo do sexo feminino; 78,0% atuam na SaÃde da FamÃlia hà menos de 5 anos e 49,4% trabalhou em PSF de outro municÃpio antes de contratado pelo gestor, no presente exercÃcio; o curso de especializaÃÃo em SaÃde da FamÃlia foi cursado por 75,0% dos enfermeiros; 47,0% submeteram-se à capacitaÃÃo nos Cursos de Aconselhamento em AmamentaÃÃo e de AtenÃÃo Integral as DoenÃas Prevalentes da InfÃncia (AIDPI); 60,5% dos respondentes e que atuam nos municÃpios do interior cursaram o AIDPI (p=0,001). 53,2% realizaram a primeira consulta de enfermagem apÃs os 30 dias do nascimento da crianÃa; 70,0% se apresentam pelo nome, antes da consulta de enfermagem (p=0,020). Os enfermeiros nÃo costumam preocupar-se com a presenÃa do pai ou da avà no acompanhamento da mÃe à consulta da crianÃa, a nÃo ser âÃs vezesâ, o que apresentou significÃncia de p=0,006 e p=0,046, respectivamente. 38,0% nÃo organizam grupos de gestantes na Unidade de SaÃde ou na comunidade; 79,0%, tambÃm, nÃo organizam grupos de puÃrperas para orientar sobre os cuidados com a crianÃa (p=0,015); somente 50,6% realizou a visita domiciliar na primeira semana pÃs-parto. Os enfermeiros apontaram como aspectos positivos da atuaÃÃo da SaÃde da FamÃlia: âEnvolvimento com a comunidade/boa relaÃÃo com as famÃliasâ e âTrabalho em equipeâe âApoio e o reconhecimento do trabalho do enfermeiro pelo gestorâ e a âDedicaÃÃo e envolvimento do enfermeiro no trabalhoâ; e, como aspectos negativos: âFalta de infra-estrutura e material para o trabalhoâ e âO excesso do nÃmero de famÃlias por equipeâ. O estudo mostrou-se relevante na medida em que aprofundou o tema e avaliou as prÃticas que exerceram influÃncia no processo do cuidado com as crianÃas e as famÃlias, comparadas com o que à estabelecido pelo MinistÃrio da SaÃde. Confirmamos a hipÃtese H1 de que existe diferenÃa significativa entre as atribuiÃÃes do enfermeiro estabelecidas pelo MS, para a assistÃncia à crianÃa menor de 2 anos, e as atividades cotidianas do enfermeiro que atua na SF. Os enfermeiros deveriam priorizar a competÃncia para ser profissional mais humano, contemplando tanto o acolhimento, como a prÃtica dialÃgica, sobretudo, centrada no cuidado com a crianÃa. The study has the objective of evaluating the activities of nurses involved in the Family Health strategy in the care of children aged zero to two in three municipalities in CearÃ. The participants were 81 (eighty-one) FH nurses working in the municipalities of Fortaleza, Cascavel and Quixeramobim, CearÃ. The data was collected between the period of November 2003 and May 2004, using a descriptive, quantitative approach, using primary data. A questionnaire with open and closed questions was used. The data was entered and processed in the Epi-Info 6.04 Program and tested statistically with qui squared (c2) and the Fisher Freeman Halton p. According to the results it was possible to identify that: 92.5% of the nurses are female; 78.0% have worked in Family Health for less than 5 years and 49.4% worked in the FH Program in another municipality before being hired by the administration in this exercise. The specialization course in Family Health was taken by 75.0% of the nurses; 47.0% attended training on Breastfeeding Counseling and Integral Care of Diseases Prevalent in Infancy (AIDPI); 60.5% of interviewees who work in municipalities in the interior attended the AIDPI (p=0.001). 53.2% carried out their first nursing appointment 30 days after the childâs birth; 70.0% introduce themselves by name before the nursing appointment (p=0,020). The nurses do not usually worry about the presence of the father or grandmother at the appointment, although they do âsometimesâ, giving a significance of p=0.006 and p=0.046, respectively. 38.0% do not organize groups for pregnant women at the Health Centre or in the community. In addition, 79.0% do not organize groups for puerperal women to advise them on the care of the child (p=0,015); only 50.6% carried out home visits during the first post-partum week. The positive aspects of Family Health pointed out by the nurses were: âInvolvement with the community/good relationship with the familiesâ, âWorking in a teamâ and âSupport and recognition of the nurses work buy the administrationâ and the âDedication and involvement of the nurse in their workâ. The negative aspects were: âthe lack of infrastructure and material for the workâ and âthe excessive number of families for each teamâ. The study proved to be relevant in as much as it deepened and reviewed the practices that influence the process of care for children ad their families, compared with what has been established by the Ministry of Health. The hypothesis H1, that there exists a significant difference between the attributions of nurses established by the Ministry of Health for the care of children under two and the daily activities of nurses working in FH was confirmed. Nurses should give priority to give competence to be more humane, envisioning reception, such as dialogue practices, which above all, are centered on the care of the child. CoordenaÃÃo de AperfeiÃoamento de Pessoal de NÃvel Superiorhttp://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=302application/pdfinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCinstname:Universidade Federal do Cearáinstacron:UFC2019-01-21T11:13:24Zmail@mail.com -
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