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Incidência das complicações músculo-esqueléticas nas mulheres sobreviventes de cancro da mama

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Main Author: Rangel, Jackeline Carvalho
Publication Date: 2014
Format: Master thesis
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/10400.21/4842
Summary: As mulheres diagnosticadas com cancro da mama, obtiveram, nos últimos anos, um aumento significativo da esperança média de vida, contudo muitas destas mulheres vivem com as complicações crónicas resultantes do tratamento. O objetivo deste estudo é caracterizar as complicações músculo-esqueléticas (CME) nas sobreviventes do cancro da mama, e enfatizar a necessidade de desenvolver terapêuticas preventivas para estas complicações. Métodos – 94 mulheres voluntárias mastectomizadas responderam a um questionário sobre potenciais CME sentidas após a mastectomia. Resultados – A associação entre idade e linfedema (p=0,004), dor no braço (DB) (p=0,000), dor no ombro (DO) (p=0,004), dificuldade em elevar o braço (DEB) (p=0,022) e cervicalgia (p=0,000) mostrou maior incidência nas mulheres com mais de 50 anos. As mulheres sujeitas a linfadenectomia apresentam maior incidência de linfedema (p=0,000), DB (p=0,000), DO (p=0,008), DEB (42%) e cervicalgia (67%). Quanto à sobrevivência verificou-se que as mulheres com mais de 10 anos de sobrevivência têm mais CME. A tendência para ter DO (p=0,013) e DEB (p=0,035) incide sobre as mulheres mastectomizadas. Tanto as mulheres mastectomizadas como as quadrantectomizadas, têm tendência para ter DB (p=0,005) e cervicalgia (p=0,020). 41,7% das mulheres quadrantectomizadas referiram ter linfedema. Conclusão – As mulheres acima dos 50 anos, as que realizaram a linfadenectomia e com mais de 10 anos de sobrevivência ao tratamento do cancro da mama apresentaram maior incidência de CME. O linfedema apresentou-se mais incidente nas mulheres quadrantectomizadas. DO e DEB, mais incidentes nas mulheres mastectomizadas e tanto as mastectomizadas como as quadrantectomizadas apresentaram tendência para DB e cervicalgia.
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