The role of drugs in modulating synaptic plasticity associated with aging diseases: Alzheimer’s disease

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Azevedo, Patrícia da Silva
Data de Publicação: 2022
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: eng
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10284/11586
Resumo: O processo fisiológico do envelhecimento é regulado por uma variedade de mecanismos bioquímicos e genéticos, que estão intimamente ligados à longevidade e à causa de todos os distúrbios relacionados à idade. O surgimento das doenças neurodegenerativas aumenta exponencialmente com a idade, sugerindo que o cérebro é particularmente suscetível ao processo de envelhecimento (Grimm et al., 2017; Li et al., 2021). A Organização Mundial de Saúde relata que a incidência de Alzheimer, uma das doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento, está a aumentar a cada ano, levando à hipótese de que, em 2050, poderá haver três vezes mais pacientes com Alzheimer (Askarova et al., 2020). Como o Alzheimer se destaca em número a todas as outras doenças neurodegenerativas, este será o foco principal deste manuscrito. A doença de Alzheimer começa com um estágio assintomático e evidentes biomarcadores da condição patológica. Progride expressando anormalidades cognitivas e/ou neurocomportamentais leves até atingir o estado de demência (Porsteinsson et al., 2021). Dada a complexidade da doença, várias hipóteses etiológicas para descrever o percurso da patologia têm sido propostas, salientando-se entre elas a aglomeração de vários tipos de proteínas, que causam neuroinflamação, stress oxidativo, disfunção mitocondrial, desregulação dos sistemas enzimáticos e morte neuronal (Askarova et al., 2020). Perturbações como as mencionadas acima causam perda sinática e neuronal e ainda neurodegeneração. O hipocampo, essencial na regulação da aprendizagem e memória, é a estrutura cerebral mais afetada pela doença de Alzheimer, tornando-o um dos principais objetos de estudo. Este exibe incrível plasticidade estrutural e funcional em resposta às mudanças ambientais, o que suscita especial interesse no combate à neurodegeneração causada pela doença (Zhang et al., 2022). Para muitos pacientes com Alzheimer, o padrão da terapia farmacológica inclui o uso de inibidores da colinesterase e o antagonista do recetor de N-metil-D-aspartato, a memantina. A Food and Drug Administration autorizou o aducanumab, um tipo de anticorpo monoclonal humano, para tratar pacientes com Alzheimer a 7 de junho de 2021 (Scheltens et al., 2021; Vaz et al., 2022). Devido à sua notória eficácia em reduzir drasticamente a o péptido amiloide-β no cérebro, um dos marcadores da doença de Alzheimer, o aducanumab destacou-se como o tratamento mais promissor para esta doença (Vaz et al., 2022). Embora haja falta de mais estudos relativos à eficácia de outras terapias não farmacológicas, a terapia com células estaminais e a oxigenoterapia hiperbárica são dois potenciais candidatos para ajudar a prevenir e/ou tratar a doença de Alzheimer. Esta dissertação foi elaborada com o objetivo de realizar uma revisão bibliográfica de artigos relacionados com a prevenção de doenças neurodegenerativas com vista em melhorar a qualidade de vida no envelhecimento, para compreender bem os mecanismos de neuroplasticidade e neurogénese e conhecer o atual estado da arte das terapêuticas e medidas preventivas existentes com a finalidade de prevenção em especial da doença de Alzheimer, que é a doença neurodegenerativa com maior impacto na população idosa. Por fim, este manuscrito destaca a importância do diagnóstico precoce do Alzheimer, pois permite o acesso a opções de tratamento que não curam a doença, mas reduzem o declínio cognitivo e funcional em um estágio inicial da doença. Também abre novos horizontes para que as pessoas mudem o seu estilo de vida para prevenir doenças neurodegenerativas e se manterem saudáveis por mais tempo. A pesquisa bibliográfica utilizada no presente artigo científico foi efetuada no período compreendido entre setembro de 2021 e setembro de 2022, através das bases de dados PubMed e B-On, e também entidades reguladoras da saúde como a Organização Mundial de Saúde, The National Institutes of Health e National Center for Complementary and Integrative Health.
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Como o Alzheimer se destaca em número a todas as outras doenças neurodegenerativas, este será o foco principal deste manuscrito. A doença de Alzheimer começa com um estágio assintomático e evidentes biomarcadores da condição patológica. Progride expressando anormalidades cognitivas e/ou neurocomportamentais leves até atingir o estado de demência (Porsteinsson et al., 2021). Dada a complexidade da doença, várias hipóteses etiológicas para descrever o percurso da patologia têm sido propostas, salientando-se entre elas a aglomeração de vários tipos de proteínas, que causam neuroinflamação, stress oxidativo, disfunção mitocondrial, desregulação dos sistemas enzimáticos e morte neuronal (Askarova et al., 2020). Perturbações como as mencionadas acima causam perda sinática e neuronal e ainda neurodegeneração. O hipocampo, essencial na regulação da aprendizagem e memória, é a estrutura cerebral mais afetada pela doença de Alzheimer, tornando-o um dos principais objetos de estudo. 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Embora haja falta de mais estudos relativos à eficácia de outras terapias não farmacológicas, a terapia com células estaminais e a oxigenoterapia hiperbárica são dois potenciais candidatos para ajudar a prevenir e/ou tratar a doença de Alzheimer. Esta dissertação foi elaborada com o objetivo de realizar uma revisão bibliográfica de artigos relacionados com a prevenção de doenças neurodegenerativas com vista em melhorar a qualidade de vida no envelhecimento, para compreender bem os mecanismos de neuroplasticidade e neurogénese e conhecer o atual estado da arte das terapêuticas e medidas preventivas existentes com a finalidade de prevenção em especial da doença de Alzheimer, que é a doença neurodegenerativa com maior impacto na população idosa. Por fim, este manuscrito destaca a importância do diagnóstico precoce do Alzheimer, pois permite o acesso a opções de tratamento que não curam a doença, mas reduzem o declínio cognitivo e funcional em um estágio inicial da doença. 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