Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira Interior

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Fonseca, Jéssica Marques
Data de Publicação: 2018
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.6/9829
Resumo: O processo de envelhecimento está associado a perdas e alterações a diversos níveis quer a nível social, cognitivo e funcional. O suporte social é fundamental, também na velhice, para a adaptação às mudanças, adaptação e superação de situações adversas. Além disso, funciona como um retardador do declínio cognitivo. Este estudo integra-se no projeto Interdisciplinary Challenges On Neurodegeneration (ICON- CICS & UBI), que pretende identificar fatores de risco, promover a deteção precoce e o desenvolvimento de tratamentos inovadores para doenças neurodegenerativas. Neste âmbito, este estudo pretende analisar a relação entre o suporte social e o funcionamento cognitivo. Participaram no estudo 67 pessoas idosas institucionalizadas, com uma média de idade 82.63 (DP=7.240), sendo a maioria do sexo feminino (77.6%), viúvos (64.2%), com um nível de escolaridade entre o 4º ao 6º ano (41.8%) e tendo trabalhado na indústria dos lanifícios (43.5%). Os participantes responderam à escala Addenbrooke Cognitive Examination – Revised (ACE-R) desenvolvido por Mioshi, Dawson, Mitchell, Arnoid, & Hodges (2006) e adap. para a pop. Portuguesa por Firmino, Simões, Pinho, Cerejeira e Martins (2010) e à Lubben Social Network Scale (LSNS-6) por (Lubben 1988, adap. para a pop. portuguesa por Ribeiro, Teixeira, Duarte, Azevedo Araújo, Barbosa e Paúl (2012). Os resultados deste estudo não apoiaram existência de uma correlação estatisticamente significativa entre o suporte social e a cognição, constatando-se apenas uma correlação significativa entre a subescala Lubben Amigos e o subtotal memória da escala ACE-R. Observaram- se diferenças ao nível da cognição entre géneros, que parecem indicar que os homens possuem melhor funcionamento cognitivo (M=45.93;DP=12.94) e apesar de não se verificar diferenças significativas entre o suporte social e o género os dados parecem indicar que os homens têm mais suporte social do que as mulheres (M=9.93; DP=5.26). Observaram-se também diferenças estatisticamente na cognição entre participantes mais velhos (86 anos ou mais) e mais novos (inferior ou igual a 75 anos), e a média indicou que as pessoas com idade mais avançada apresentam maior suporte, provavelmente devido a um maior nível de dependência e desvantagem física e emocional (M=9.96;DP=4.79). Estes resultados alertam para as especificidades da população de pessoas idosas institucionalizadas na medida em que não apoiam a amplamente documentada relação entre o suporte social e funcionamento cognitivo. Os resultados remetem ainda para a importância de se aperfeiçoar e atualizar as técnicas de estimulação cognitiva.
id RCAP_d1cbf220153ea4f3d79660def70fd191
oai_identifier_str oai:ubibliorum.ubi.pt:10400.6/9829
network_acronym_str RCAP
network_name_str Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
repository_id_str https://opendoar.ac.uk/repository/7160
spelling Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira InteriorCogniçãoEnvelhecimentoIconInstitucionalizaçãoSuporte SocialO processo de envelhecimento está associado a perdas e alterações a diversos níveis quer a nível social, cognitivo e funcional. O suporte social é fundamental, também na velhice, para a adaptação às mudanças, adaptação e superação de situações adversas. Além disso, funciona como um retardador do declínio cognitivo. Este estudo integra-se no projeto Interdisciplinary Challenges On Neurodegeneration (ICON- CICS & UBI), que pretende identificar fatores de risco, promover a deteção precoce e o desenvolvimento de tratamentos inovadores para doenças neurodegenerativas. Neste âmbito, este estudo pretende analisar a relação entre o suporte social e o funcionamento cognitivo. Participaram no estudo 67 pessoas idosas institucionalizadas, com uma média de idade 82.63 (DP=7.240), sendo a maioria do sexo feminino (77.6%), viúvos (64.2%), com um nível de escolaridade entre o 4º ao 6º ano (41.8%) e tendo trabalhado na indústria dos lanifícios (43.5%). Os participantes responderam à escala Addenbrooke Cognitive Examination – Revised (ACE-R) desenvolvido por Mioshi, Dawson, Mitchell, Arnoid, & Hodges (2006) e adap. para a pop. Portuguesa por Firmino, Simões, Pinho, Cerejeira e Martins (2010) e à Lubben Social Network Scale (LSNS-6) por (Lubben 1988, adap. para a pop. portuguesa por Ribeiro, Teixeira, Duarte, Azevedo Araújo, Barbosa e Paúl (2012). Os resultados deste estudo não apoiaram existência de uma correlação estatisticamente significativa entre o suporte social e a cognição, constatando-se apenas uma correlação significativa entre a subescala Lubben Amigos e o subtotal memória da escala ACE-R. Observaram- se diferenças ao nível da cognição entre géneros, que parecem indicar que os homens possuem melhor funcionamento cognitivo (M=45.93;DP=12.94) e apesar de não se verificar diferenças significativas entre o suporte social e o género os dados parecem indicar que os homens têm mais suporte social do que as mulheres (M=9.93; DP=5.26). Observaram-se também diferenças estatisticamente na cognição entre participantes mais velhos (86 anos ou mais) e mais novos (inferior ou igual a 75 anos), e a média indicou que as pessoas com idade mais avançada apresentam maior suporte, provavelmente devido a um maior nível de dependência e desvantagem física e emocional (M=9.96;DP=4.79). Estes resultados alertam para as especificidades da população de pessoas idosas institucionalizadas na medida em que não apoiam a amplamente documentada relação entre o suporte social e funcionamento cognitivo. Os resultados remetem ainda para a importância de se aperfeiçoar e atualizar as técnicas de estimulação cognitiva.The aging process is associated with losses and changes at various levels, both socially, cognitively and functionally. Social support is fundamental, also in old age, for adapting to changes and overcoming adverse situations. In addition, it works as a retarder of cognitive decline. This study is part of the Interdisciplinary Challenges On Neurodegeneration (ICON-CICS & UBI) project, which aims to identify risk factors, promote early detection and the development of innovative treatments for neurodegenerative diseases. In this context, this study aims to analyze the relationship between social support and cognitive functioning. The study included 67 institutionalized elderly people, with a mean age of 82.63 (SD = 7,240), the majority of whom were female (77.6%), widowed (64.2%), and had a level of education between grades 4 and 6 (41.8 %) and having worked in the wool industry (43.5%). The participants responded to the Addenbrooke Cognitive Examination - Revised (ACE-R) scale developed by Mioshi, Dawson, Mitchell, Arnoid, & Hodges (2006) and adapted to the Portuguese population by Firmino, Simões, Pinho, Cerejeira and Martins (2010) and Lubben Social Network Scale (LSNS-6) by Lubben (1988) and was adapted for the Portuguese population by Ribeiro, Teixeira, Duarte, Azevedo, Araújo, Barbosa e Paúl (2012). The results of this study did not support the existence of a statistically significant correlation between social support and cognition, with only a significant correlation between the subscale Lubben Friends and the subtotal memory of the ACE-R scale. Differences in cognition between genders were observed, which seem to indicate that men have better cognitive functioning (M = 45.93; SD = 12.94) and although there are no significant differences between social support and gender, the data seem to indicate that men have more social support than women (M = 9.93, SD = 5.26). Statistically significant differences were also observed in cognition among older participants (86 years of age or older) and younger (75 years or less), and the mean of older people shows a greater support than younger, probably because of a greater dependency both physical and emotional (M=9.96;SD=4.79). These results point to the specificities of the institutionalized elderly population to the extent that they do not support the widely documented relationship between social support and cognitive functioning. The results also point to the importance of improving and updating cognitive stimulation techniques.Afonso, Rosa Marina Lopes Brás MartinsPereira, Henrique MarquesuBibliorumFonseca, Jéssica Marques2020-03-06T17:03:43Z2018-07-122018-06-192018-07-12T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10400.6/9829urn:tid:202357570porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-03-11T14:48:55Zoai:ubibliorum.ubi.pt:10400.6/9829Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-29T01:21:18.911590Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse
dc.title.none.fl_str_mv Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira Interior
title Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira Interior
spellingShingle Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira Interior
Fonseca, Jéssica Marques
Cognição
Envelhecimento
Icon
Institucionalização
Suporte Social
title_short Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira Interior
title_full Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira Interior
title_fullStr Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira Interior
title_full_unstemmed Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira Interior
title_sort Suporte Social e Cognição em Idosos Institucionalizados da Beira Interior
author Fonseca, Jéssica Marques
author_facet Fonseca, Jéssica Marques
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins
Pereira, Henrique Marques
uBibliorum
dc.contributor.author.fl_str_mv Fonseca, Jéssica Marques
dc.subject.por.fl_str_mv Cognição
Envelhecimento
Icon
Institucionalização
Suporte Social
topic Cognição
Envelhecimento
Icon
Institucionalização
Suporte Social
description O processo de envelhecimento está associado a perdas e alterações a diversos níveis quer a nível social, cognitivo e funcional. O suporte social é fundamental, também na velhice, para a adaptação às mudanças, adaptação e superação de situações adversas. Além disso, funciona como um retardador do declínio cognitivo. Este estudo integra-se no projeto Interdisciplinary Challenges On Neurodegeneration (ICON- CICS & UBI), que pretende identificar fatores de risco, promover a deteção precoce e o desenvolvimento de tratamentos inovadores para doenças neurodegenerativas. Neste âmbito, este estudo pretende analisar a relação entre o suporte social e o funcionamento cognitivo. Participaram no estudo 67 pessoas idosas institucionalizadas, com uma média de idade 82.63 (DP=7.240), sendo a maioria do sexo feminino (77.6%), viúvos (64.2%), com um nível de escolaridade entre o 4º ao 6º ano (41.8%) e tendo trabalhado na indústria dos lanifícios (43.5%). Os participantes responderam à escala Addenbrooke Cognitive Examination – Revised (ACE-R) desenvolvido por Mioshi, Dawson, Mitchell, Arnoid, & Hodges (2006) e adap. para a pop. Portuguesa por Firmino, Simões, Pinho, Cerejeira e Martins (2010) e à Lubben Social Network Scale (LSNS-6) por (Lubben 1988, adap. para a pop. portuguesa por Ribeiro, Teixeira, Duarte, Azevedo Araújo, Barbosa e Paúl (2012). Os resultados deste estudo não apoiaram existência de uma correlação estatisticamente significativa entre o suporte social e a cognição, constatando-se apenas uma correlação significativa entre a subescala Lubben Amigos e o subtotal memória da escala ACE-R. Observaram- se diferenças ao nível da cognição entre géneros, que parecem indicar que os homens possuem melhor funcionamento cognitivo (M=45.93;DP=12.94) e apesar de não se verificar diferenças significativas entre o suporte social e o género os dados parecem indicar que os homens têm mais suporte social do que as mulheres (M=9.93; DP=5.26). Observaram-se também diferenças estatisticamente na cognição entre participantes mais velhos (86 anos ou mais) e mais novos (inferior ou igual a 75 anos), e a média indicou que as pessoas com idade mais avançada apresentam maior suporte, provavelmente devido a um maior nível de dependência e desvantagem física e emocional (M=9.96;DP=4.79). Estes resultados alertam para as especificidades da população de pessoas idosas institucionalizadas na medida em que não apoiam a amplamente documentada relação entre o suporte social e funcionamento cognitivo. Os resultados remetem ainda para a importância de se aperfeiçoar e atualizar as técnicas de estimulação cognitiva.
publishDate 2018
dc.date.none.fl_str_mv 2018-07-12
2018-06-19
2018-07-12T00:00:00Z
2020-03-06T17:03:43Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10400.6/9829
urn:tid:202357570
url http://hdl.handle.net/10400.6/9829
identifier_str_mv urn:tid:202357570
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia
instacron:RCAAP
instname_str FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia
instacron_str RCAAP
institution RCAAP
reponame_str Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
collection Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
repository.name.fl_str_mv Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia
repository.mail.fl_str_mv info@rcaap.pt
_version_ 1833600941369065472