Efeito da fertirrega com azoto e potássio num olival sobre os teores de nitratos e de potássio do solo

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Marcelo, Maria Encarnação
Data de Publicação: 2018
Outros Autores: Boteta, Luís, Piçarra, Isaías, Infante, João, Varela, Marta, Figueira, Mário, Santos, Francisco, Santos, Leonilde, Miranda, Alberto, Jordão, Pedro
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: https://doi.org/10.19084/rca.15960
Resumo: A utilização de sistemas de rega localizada permite a aplicação de nutrientes através da água de rega e o seu fornecimento às culturas nas épocas de maior consumo. No caso da oliveira, é cada vez mais frequente a utilização desta técnica cultural, sobretudo nos olivais jovens, embora na maioria dos casos essa fertilização seja efectuada de forma empírica. Com o objectivo de estudar o efeito da fertirrega com azoto e potássio na produção, na qualidade do azeite, nos teores foliares e nos teores de alguns elementos do solo, foi instalado um ensaio num olival da cv. Cobrançosa, plantado em 1990, na região de Safara - Moura, no Alentejo. O ensaio foi delineado com três repetições completamente casualizadas e nove tratamentos experimentais, resultantes da combinação de três níveis de azoto (0, 50 e 100 kg N ha-1) e três níveis de potássio (0, 42 e 84 kg K ha-1). A gestão da rega foi efectuada com base no estado de humidade do solo, avaliado através de método tensiométrico, recebendo as árvores de todos os talhões experimentais a mesma quantidade de água. Os nutrientes foram aplicados através do sistema de rega gota-a-gota, o azoto (solução 32 N) entre Março e Setembro e o potássio (sulfato de potássio) entre Abril e Outubro. Neste trabalho apresentam-se os resultados respeitantes aos teores de nitratos e de potássio do solo obtidos a diferentes profundidades (0-0,2 m, 0,2-0,4 m, 0,4-0,6 m e 0,6-0,8 m) nos dois primeiros anos experimentais. A adubação azotada conduziu a um aumento dos teores de azoto nítrico nas camadas entre os 0,2 e 0,8 m de profundidade. Esse efeito foi mais acentuado nas amostras de terra colhidas nas duas camadas mais profundas e quando se aplicou o nível mais alto de azoto (100 kg ha-1 de N). Relativamente ao potássio, o efeito da adubação com este nutriente apenas se fez sentir nos teores de potássio de troca das amostras colhidas às profundidades 0 a 0,2 m e 0,2 a 0,4 m, enquanto os teores de potássio extraível não sofreram alterações significativas nas quatro camadas de solo estudadas.
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