Impacto da reserva cognitiva na sintomatologia depressiva e ansiosa e na funcionalidade em indivíduos com hemorragia subaracnoideia não-traumática
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| Publication Date: | 2024 |
| Format: | Master thesis |
| Language: | por |
| Source: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Download full: | http://hdl.handle.net/10400.14/48139 |
Summary: | Enquadramento Teórico: Está descrito que a Hemorragia Subaracnoideia NãoTraumática por rutura de aneurisma (aHSA) acarta sequelas emocionais, como a incidência de sintomatologia depressiva e ansiosa, e funcionais. Esta dissertação teve como objetivo investigar o impacto da Reserva Cognitiva, medida por proxies como escolaridade, ocupação profissional, envolvimento social e QI premórbido, na sintomatologia depressiva, ansiosa e na funcionalidade em indivíduos que sofreram hemorragia subaracnoideia aneurismática (HSA) não traumática. Metodologia: A amostra de conveniência deste estudo transversal foi composta por 10 participantes, com idades compreendidas entre os 40 e os 85 anos. Após uma entrevista clínica breve, aplicou-se MoCa, TeLPI, SAHOT, EPS, HADS, BDI-II. Realizaram-se testes ao coeficiente de correlação Spearman. Foi efetuada uma análise psicométrica à escala SAHOT. Resultados: Foram encontradas correlações significativas entre a escolaridade e a ansiedade (positiva) e o QI premórbido e a disfuncionalidade (positiva) que não corroboraram a literatura. Além disso, a pequena dimensão da amostra no seu estudo (n=10) pode ter contribuído para a falta de resultados significativos. Com a análise qualitativa observou-se que o QI premórbido e o envolvimento social podem atuar como fatores protetores em pessoas com menor escolaridade e ocupação profissional menos complexa. Adicionalmente, foi observado que, em casos de maior severidade clínica da hemorragia e a ocorrência de complicações como vasoespasmo, o efeito protetor dos proxies pode ser atenuado. Em participantes com maior escolaridade e ocupação de maior complexidade foi notado que o envolvimento social protege contra sintomas depressivos e ansiosos. A versão portuguesa da SAHOT não apresentou efeitos de chão ou teto, validade convergente e apresentou uma consistência interna suficiente para todos os domínios e para a pontuação total. Conclusão: As análises sugerem que a reserva cognitiva desempenha um papel protetor. Contudo, esse efeito pode ser modulado pela severidade da hemorragia e pela presença de complicações, como o vasoespasmo. Os resultados reforçam a necessidade de abordagens personalizadas e de considerar múltiplas variáveis na gestão pós-HSA. |
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Impacto da reserva cognitiva na sintomatologia depressiva e ansiosa e na funcionalidade em indivíduos com hemorragia subaracnoideia não-traumáticaImpact of cognitive reserve on depressive and anxiety symptoms and functionality in individuals with nontraumatic subarachnoid hemorrhageReserva cognitivaHemorragia subaracnoideia não-traumáticaSintomatologia depressivaSintomatologia ansiosaFuncionalidadeCognitive reserveNon-traumatic subarachnoid hemorrhageDepressive symptomsAnxious symptomsFunctionalityEnquadramento Teórico: Está descrito que a Hemorragia Subaracnoideia NãoTraumática por rutura de aneurisma (aHSA) acarta sequelas emocionais, como a incidência de sintomatologia depressiva e ansiosa, e funcionais. Esta dissertação teve como objetivo investigar o impacto da Reserva Cognitiva, medida por proxies como escolaridade, ocupação profissional, envolvimento social e QI premórbido, na sintomatologia depressiva, ansiosa e na funcionalidade em indivíduos que sofreram hemorragia subaracnoideia aneurismática (HSA) não traumática. Metodologia: A amostra de conveniência deste estudo transversal foi composta por 10 participantes, com idades compreendidas entre os 40 e os 85 anos. Após uma entrevista clínica breve, aplicou-se MoCa, TeLPI, SAHOT, EPS, HADS, BDI-II. Realizaram-se testes ao coeficiente de correlação Spearman. Foi efetuada uma análise psicométrica à escala SAHOT. Resultados: Foram encontradas correlações significativas entre a escolaridade e a ansiedade (positiva) e o QI premórbido e a disfuncionalidade (positiva) que não corroboraram a literatura. Além disso, a pequena dimensão da amostra no seu estudo (n=10) pode ter contribuído para a falta de resultados significativos. Com a análise qualitativa observou-se que o QI premórbido e o envolvimento social podem atuar como fatores protetores em pessoas com menor escolaridade e ocupação profissional menos complexa. Adicionalmente, foi observado que, em casos de maior severidade clínica da hemorragia e a ocorrência de complicações como vasoespasmo, o efeito protetor dos proxies pode ser atenuado. Em participantes com maior escolaridade e ocupação de maior complexidade foi notado que o envolvimento social protege contra sintomas depressivos e ansiosos. A versão portuguesa da SAHOT não apresentou efeitos de chão ou teto, validade convergente e apresentou uma consistência interna suficiente para todos os domínios e para a pontuação total. Conclusão: As análises sugerem que a reserva cognitiva desempenha um papel protetor. Contudo, esse efeito pode ser modulado pela severidade da hemorragia e pela presença de complicações, como o vasoespasmo. Os resultados reforçam a necessidade de abordagens personalizadas e de considerar múltiplas variáveis na gestão pós-HSA.Nunes, Maria Vânia SilvaVeritatiFurtado, Madalena Bogalho2025-02-18T15:39:50Z2025-01-2320242025-01-23T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10400.14/48139urn:tid:203895452porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-03-13T11:41:32Zoai:repositorio.ucp.pt:10400.14/48139Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-29T01:43:48.148294Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse |
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Enquadramento Teórico: Está descrito que a Hemorragia Subaracnoideia NãoTraumática por rutura de aneurisma (aHSA) acarta sequelas emocionais, como a incidência de sintomatologia depressiva e ansiosa, e funcionais. Esta dissertação teve como objetivo investigar o impacto da Reserva Cognitiva, medida por proxies como escolaridade, ocupação profissional, envolvimento social e QI premórbido, na sintomatologia depressiva, ansiosa e na funcionalidade em indivíduos que sofreram hemorragia subaracnoideia aneurismática (HSA) não traumática. Metodologia: A amostra de conveniência deste estudo transversal foi composta por 10 participantes, com idades compreendidas entre os 40 e os 85 anos. Após uma entrevista clínica breve, aplicou-se MoCa, TeLPI, SAHOT, EPS, HADS, BDI-II. Realizaram-se testes ao coeficiente de correlação Spearman. Foi efetuada uma análise psicométrica à escala SAHOT. Resultados: Foram encontradas correlações significativas entre a escolaridade e a ansiedade (positiva) e o QI premórbido e a disfuncionalidade (positiva) que não corroboraram a literatura. Além disso, a pequena dimensão da amostra no seu estudo (n=10) pode ter contribuído para a falta de resultados significativos. Com a análise qualitativa observou-se que o QI premórbido e o envolvimento social podem atuar como fatores protetores em pessoas com menor escolaridade e ocupação profissional menos complexa. Adicionalmente, foi observado que, em casos de maior severidade clínica da hemorragia e a ocorrência de complicações como vasoespasmo, o efeito protetor dos proxies pode ser atenuado. Em participantes com maior escolaridade e ocupação de maior complexidade foi notado que o envolvimento social protege contra sintomas depressivos e ansiosos. A versão portuguesa da SAHOT não apresentou efeitos de chão ou teto, validade convergente e apresentou uma consistência interna suficiente para todos os domínios e para a pontuação total. Conclusão: As análises sugerem que a reserva cognitiva desempenha um papel protetor. Contudo, esse efeito pode ser modulado pela severidade da hemorragia e pela presença de complicações, como o vasoespasmo. Os resultados reforçam a necessidade de abordagens personalizadas e de considerar múltiplas variáveis na gestão pós-HSA. |
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