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Crença no mundo justo e vitimização secundária : O papel do comportamento desviante na adolescência

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Mendonça, Rita Duarte
Data de Publicação: 2014
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.12/3320
Resumo: A investigação em Crença no Mundo Justo tem encontrado evidências de que um indivíduo se sente ameaçado quando observa uma vítima objectivamente inocente a sofrer, recorrendo frequentemente a estratégias de vitimização secundária para neutralizar a injustiça observada (Lerner, 1980). A literatura tem sistematicamente negligenciado o poder explicativo do comportamento desviante na adolescência nos processos de vitimização secundária. O presente estudo experimental pretende aferir o impacto do comportamento desviante adolescente, da crença no mundo justo e da percepção de inocência da vítima na vitimização secundária, nomeadamente percepção de justiça, merecimento da vítima, responsabilização da vítima versus agressor e minimização do sofrimento da vítima. Este estudo analisou ainda a relação entre comportamento desviante juvenil e identificação à vítima e à situação de vitimização, e a atribuição de responsabilidade à vítima e agressor. Contámos com uma amostra de 284 estudantes de escolas e de um Centro Educativo da área da Grande Lisboa com idades compreendidas entre os 13 e 20 anos de idade. Os resultados demonstram que jovens com mais comportamentos desviantes identificam-se menos com a vítima e consideram-se mais distantes da sua situação, atribuindo-lhe maior responsabilidade do que ao agressor. O efeito de interacção observado permite concluir que jovens com mais comportamentos desviantes, alta crença no mundo justo e na condição de vítima inocente vitimizaram significativamente mais a vítima, considerando-a numa situação mais justa, mais merecedora do assalto e minimizando mais o seu sofrimento. Não se encontraram efeitos de interacção significativos na atribuição de responsabilidade. Limitações e implicações práticas e teóricas deste estudo são debatidas.
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