Nanoencapsulação de curcumina e avaliação in vitro da atividade das enzimas AchE, BchE e GST em tecidos biológicos de Drosophila melanogaster

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Sá, Igor Silva de lattes
Orientador(a): Ineu, Rafael Porto lattes
Banca de defesa: Ineu, Rafael Porto, Tanamati, Ailey Aparecida Coelho, Comar, Jurandi Fernando
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Campo Mourao
Medianeira
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Alimentos
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/3969
Resumo: A curcumina (CUR) é o principal composto polifenólico bioativo presente nos rizomas da cúrcuma (Curcuma longa L.) e possui características já conhecidas como antioxidantes, anti-inflamatórias e neuroprotetoras. Sua baixa biodisponibilidade, insolubilidade em água e instabilidade limitam sua aplicação, dificultando sua ação e absorção em determinados tecidos. Várias técnicas podem ser usadas para melhorar a dissolução e biodisponibilidade de bioativos pouco solúveis em água, dentre elas existe as dispersões sólidas. O objetivo desse estudo foi produzir nanopartículas de CUR encapsuladas pelos polímeros poli(etileno glicol) 6000 (PEG) e Poloxamer 407 (P407) e caracterizadas por Microscopia Eletrônica de Transmissão, Difração a Laser, Calorimetria Diferencial de Varredura, Espectrofotometria no Infravermelho e Difração de Raios-X. Posteriormente examinou-se seus efeitos in vitro na atividade das enzimas glutationa S-transferase (GST), acetilcolinesterase (AChE) e butirilcolinesterase (BChE) de tecido de Drosophila melanogaster. Os resultados obtidos mostraram nanopartículas com formatos irregulares, sendo que 50% das partículas apresentaram diâmetros menores que 0,937 ± 0,010 µm para ambos os encapsulantes poliméricos utilizados. As técnicas físico-químicas de caracterização mostraram que a CUR foi efetivamente encapsulada, possibilitando a dissolução da CUR em tampão fosfato e água. A CUR encapsulada em P407 modulou a atividade das enzimas AChE, BChE e GST com IC50 de 27.99 μM, 24,89 μM e 8,86 μM, respectivamente. Quando o PEG foi usado como encapsulante, a CUR também modulou a atividade enzimática, porém em concentrações maiores. A partir disso, conclui-se que a dispersão sólida manteve as características da CUR livre sobre a modulação das enzimas AChE, BChE e GST em testes in vitro a partir do tecido da DM, sendo um indicativo do aumento da sua biodisponibilidade.