A termografia no auxílio do diagnóstico complementar no câncer de tireoide

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Camargo, Viviane Magas Bittencourt de lattes
Orientador(a): Gamba, Humberto Remigio lattes
Banca de defesa: Moro, Antonio Renato Pereira lattes, Batista, Carlos Adalberto Schnaider lattes, Gamba, Humberto Remigio lattes, Coninck, Jose Carlos Pereira lattes, Ripka, Wagner Luis lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Curitiba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/23648
Resumo: O câncer de tireoide é uma patologia que tem apresentado crescimento em sua incidência e afeta principalmente as mulheres. Nas últimas décadas, a taxa de incidência cresceu constantemente e estima-se que o câncer de tireoide tornar-se-á o quarto tipo de câncer mais comum até o ano de 2030. O diagnóstico é realizado a partir de uma palpação do nódulo, exame de ultrassonografia e a punção aspirativa por agulha fina (PAAF). O exame de ultrassonografia muitas vezes apresenta um diagnóstico falso positivo levando o indivíduo a realizar biópsia desnecessárias além de gerar um impacto psicológico decorrente de um diagnóstico falso positivo. O objetivo do estudo é analisar o comportamento térmico dos nódulos em indivíduos portadores de câncer de tireoide por meio da termografia infravermelha utilizando o protocolo de estresse ao frio. Trata-se de um estudo exploratório descritivo realizado em parceria com o Hospital Erasto Gaertner. Participaram do estudo 33 indivíduos, maiores de idade; que receberam diagnóstico de câncer na região da tireoide, totalizando 42 nódulos, sendo 11 malignos e 31 benignos. As imagens foram coletadas no período pré- estresse (t-1) e pós-estresse ao frio (t0) a cada 30 segundos num período de 10 minutos. As medidas da avaliação temporal dos tecidos neoplásicos e sadios foram baseadas nos números de pixels em cada período de tempo corrente. Foi utilizada a análise longitudinal para avaliação do comportamento térmico dos tumores no tempo. O Software R foi empregado para análise dos dados extraídos das regiões examinadas. Na análise descritiva da amostra verificou-se que houve predominância de indivíduos do sexo feminino (79,7%) e a média de idade dos indivíduos foi de 54,7 anos. Foi avaliado a eficácia do ultrassom em identificar os cânceres da glândula tireoide, considerando o exame da PAAF como padrão ouro, o qual mostrou valores de sensibilidade para o câncer maligno de 0,82 e para o câncer benigno de 0,52. Com base nas análises das medianas das temperaturas mínimas, médias e máximas dos tecidos, o grupo controle apresentou picos mais elevados (31,23°C) que o grupo de estudo (30,98°C). A diferença do comportamento térmico dos tecidos tumorais foi evidenciada pela análise longitudinal. É possível verificar que o início do aquecimento dos tecidos é altamente significativo (p = 0,001) para comparação dos tumores. Outro aspecto relevante na diferenciação dos tecidos tumorais foi a análise da variabilidade do efeito “poço”, que ocorreu no período t-1 até o período t3’. Os tumores benignos apresentam razão variacional de 1,816 em comparação com os tumores malignos, sendo significativa para p-valor = 0,001. Os tumores benignos apresentam um comportamento térmico diferente dos tumores malignos, e que, ambos, têm um comportamento diferente do tecido normal. O modelo fixo proposto para análise longitudinal mostra que, conforme o tempo evolui, os números dos pixels tendem a aumentar. Notou-se que os tecidos benignos e malignos têm comportamento diferente quanto à recuperação vascular.