Expansão urbana do município de São Miguel do Oeste - SC, num contexto social, geomorfológico e arquitetônico
Ano de defesa: | 2018 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , , |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Pato Branco |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/3706 |
Resumo: | As cidades são corpos complexos e dinâmicos, cuja configuração espacial varia em função de diversos fatores, como por exemplo, a influência socioeconômica, a disponibilidade de recursos e a geomorfologia. A elevada pressão por espaço, associada a uma condição geomorfológica desfavorável induz o crescimento desordenado, expondo o ser humano ao risco e reduzindo sua qualidade de vida. Assim, o presente trabalho tem como objetivo analisar o processo de expansão urbana do município de São Miguel do Oeste – SC, baseado em aspectos geomorfológicos, temporais, espaciais e arquitetônicos, com o intuito de contribuir com o entendimento da relação homem/espaço/tempo. A análise do relevo foi realizada por Modelo Digital de Elevação (MDE), a partir da qual foram gerados os mapas de declividade, hipsométrico e os perfis topográficos. A análise da expansão urbana foi efetivada através de documentos e mapas históricos do acervo da prefeitura do município. O estudo das transformações temporais das técnicas construtivas e dos estilos arquitetônicos foi realizado por meio de documentos e registros fotográficos de edificações típicas de cada período histórico. A formação da cidade de São Miguel do Oeste ocorreu em área de relevo plano, próximo à cabeceira do rio Guamirim e a sua expansão foi condicionada pelas escarpas erosivas observadas nas bordas leste e oeste, aonde a declividade atingiu 47%. Seu eixo preferencial de desenvolvimento seguiu no sentido norte/sul, em direção ao relevo mais suave e com as principais rotas de entrada e saída do município. O início da cidade é datado da década de 1950 e, nas suas construções, fica evidente a forte influência do pensamento europeu, tendo a madeira como principal matéria prima. O período de maior expansão urbana foi observado na década de 1970, induzido pelo êxodo rural e, especialmente por processos migratórios originários de outros Estados. Tal contexto é marcado por novas formas e técnicas de construção com a utilização do concreto e do vidro, destacados na arquitetura Modernista. A década de 1980 caracteriza-se como o período de intensa urbanização, assinalado pelo surgimento do estilo Brutalista. Na década de 1990 surgem as obras Pós-Modernista e em 2000 as edificações Neoclássicas, ambas voltadas ao aumento do uso de estruturas em vidro e com tendências a identidades próprias. A partir de 2010, há maior preocupação com a funcionalidade das construções e com o bem estar dos seus usuários, na qual o aço e o vidro ganham destaque. A cidade de São Miguel do Oeste iniciou sua história na cabeceira do rio Guamirim e sua atual configuração foi condicionada ao relevo escarpado do seu entorno. Durante todo o processo de desenvolvimento, a cidade se adaptou aos recursos disponíveis e as tendências arquitetônicas, demonstrando claramente a substituição da madeira como matéria prima básica para a utilização do concreto, aço e vidro. |