Respostas moleculares do feijão ao crestamento bacteriano comum

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Fedrigo, Katiane lattes
Orientador(a): Finatto, Taciane lattes
Banca de defesa: Perboni, Anelise Tessari lattes, Tonial, Carolina Hoppen lattes, Silva, Glacy Jaqueline da lattes, Woyann, Leomar Guilherme lattes, Rey, Maristela Dos Santos lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Pato Branco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Agronomia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/4500
Resumo: O feijão comum (Phaseolus vulgarisL.) é uma das leguminosas mais produzidas e consumidas no mundo. Entretanto, numerosas doenças afetam o cultivo desta cultura, dentre elas o crestamento bacterianocomum causada pela bactéria Xanthomonas axonopodispv. phaseoli. Sob condições de estresse, as plantas ativam cascatas de sinalização que aumentam ou suprimem a expressão dos genes-alvo, alterando as respostas fisiológicas das plantas. Este trabalho teve como objetivo analisar as respostas moleculares do feijão ao crestamento bacteriano comum. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos ao acaso com 2 cultivares (IPR Colibri -Suscetívele IAC Milênio -Moderadamente Resistente) x 7 métodos (sementes inoculadas por imersão, sementes inoculadas por infiltração a vácuo, folhas inoculadas, folhas apenas feridas, caule inoculado, caule apenas feridoe plantas não inoculadas (controle)) com 4 repetições. As folhas das plantas foram coletadas para análise de metilação do DNA e expressão de genes de defesa por PCR semiquantitativa. A severidade da doença foi avaliada aos 7, 14, 21 e 28 dias após a semeadura. Aos 28 dias após a semeadura, as plantas foram coletadas para análise da massa fresca e seca de folhas e caules. Outro estudo in silicoda regulação dos promotores de genes que atua na sinalização ao ataque de patógenos foi realizado. Os resultados encontrados no assunto1 indicam que o método de infiltração a vácuo foi o mais eficiente para avaliar a gravidade da doença em ambas as cultivares de feijão. Além disso, os valores de biomassa da parte aérea foram relacionados à severidade, ou seja, em plantas com maior severidade a massa da parte aérea foi menor. No assunto2, foi observado que a cultivar IAC Milênio apresentou maior aumento na expressão gênica em relação à cultivarI PR Colibri, para os genes analisados, principalmente para o gene Phvul.002G092300. Além disso, a metilação do promotor pode influenciar a expressão dos genes Phvul.002G092300, Phvul.003G159700, Phvul.004G015000e Phvul.005G054300nos genes IAC Milênio e IPR Colibri em resposta a X. axonopodispv. phaseoli. No assunto3, verificou-se que entre os 555 genes, 491 eram expressos em nódulos e 486 nas raízes 19. Além disso, 50 elementos reguladores de ação cis(ERACs) estavam presentes na região promotora desses genes e os mais frequentes foramTATAbox, CAATbox, MYB, MYC e AT-TATAbox. Também foram identificados ERACs, GT1motif, W-box e WRE3, relacionados ao estresse biótico. Portanto, os resultados fornecem dados importantes sobre a função dos genes de defesa do feijão em resposta ao crescimento bacteriano comum, representando um amplo recurso para o aprimoramento genético dessa cultura.