Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Ludwig, Erika Fernanda dos Santos Bezerra |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-26012017-170218/
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Resumo: |
O cuidado a pacientes graves, enquanto potenciais doadores de órgãos exige ações individualizadas, articuladas e contínuas entre os profissionais, consideradas essenciais para a eficácia e qualidade do transplante. Dessa forma, o acesso às informações em tempo real, unindo diferentes dados do paciente, é primordial para a agilidade e manutenção da qualidade da assistência prestada, favorecida pela informatização e uso do prontuário eletrônico do paciente. O objetivo deste estudo foi desenvolver e aplicar uma escala informatizada para a busca ativa de potenciais doadores de órgãos em unidades de terapia intensiva de um hospital filantrópico de Londrina - PR. Trata-se de uma pesquisa aplicada, descritiva, retrospectiva e correlacional, com análise documental. Os dados foram coletados nos prontuários eletrônicos dos pacientes que evoluíram a óbito nas unidades de terapia intensiva no ano de 2014. A análise contemplou as condições clínicas, causa de internação e dados demográficos. Os óbitos por parada cardiorrespiratória foram avaliados quanto à ausência de reflexos de tronco encefálico, pois diante de sua ocorrência o paciente era um potencial doador que não foi identificado. Aos pacientes em morte encefálica foi realizada aplicação dos índices de gravidade APACHE II e SOFA. A amostra foi composta por 377 prontuários de pacientes falecidos. Destes, 346 (91,8%) ocorreram por parada cardiorrespiratória e 31 (8,2%) por morte encefálica. Foram identificadas 34 subnotificações nos pacientes falecidos por parada cardiorrespiratória. As principais causas de internação dos pacientes em protocolo de morte encefálica foram Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico 15 (48,4%), Trauma Crânio Encefálico grave 12 (38,7%), com predominância do sexo masculino (67,7%). Apenas 15 (48,4%) dos pacientes concluíram o protocolo, seis (19,3%) se tornaram doadores, com 10 (40%) recusas familiares e 15 (60%) contraindicações para doação. O intervalo para constatação da morte encefálica foi de 8 a 72 horas com média de 24 (DP=20,6) horas. Foi identificada diferença estatisticamente significante, por meio da aplicação do teste de Wilcoxon, entre os escores de admissão na unidade de terapia intensiva e a abertura de protocolo de morte encefálica, para ambos os índices de gravidade APACHE II (p=0,001) e SOFA (p<0,001), evidenciando a importância da aplicação diária da escala de busca ativa de potenciais doadores, para manutenção oportuna e adequada de pacientes graves que podem se tornar potenciais doadores. Posteriormente, foi elaborada a primeira versão da escala para busca ativa dos potenciais doadores de órgãos, a qual foi encaminhada a cinco especialistas para avaliação de face e conteúdo, possibilitando a elaboração da segunda versão, a qual foi informatizada e aplicada, de acordo com o modelo de prototipação. Acredita-se que a escala de busca ativa de potenciais doadores de órgãos servirá como instrumento para organização do processo de identificação e manutenção de potenciais doadores. Isto favorece a notificação de todos os pacientes em morte encefálica, a diminuição de perdas evitáveis e viabiliza o aumento na quantidade e qualidade dos órgãos disponibilizados para o transplante |