Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Vasconcelos, Tauana Fernandes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-28012022-112118/
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Resumo: |
A precocidade e a assertividade no diagnóstico de morte encefálica (ME) e como proceder com os familiares no momento de conversar sobre a doação de órgãos é de essencial importância para acolher familiares de pacientes em ME e permitir que outros pacientes possam se beneficiar com a doação de órgãos. O presente estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento de médicos sobre morte encefálica e doação de órgãos através de um questionário desenvolvido especificamente para este estudo e validado em face e conteúdo por um comitê de especialistas. Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de abordagem quantitativa, realizado com médicos de diferentes especialidades, atuantes em diversas regiões do país. Os dados foram coletados pela plataforma virtual Google Forms por meio de um questionário dividido em 12 questões de múltipla-escolha ou múltiplas-respostas sobre protocolo de ME e doação de órgãos. Realizou-se análise estatística descritiva para caracterização dos participantes. Foram ainda calculadas medidas de tendência central e variabilidade como média, desvio padrão, mediana, valor máximo e mínimo, bem como a frequência do número de acertos. Para avaliar os fatores associados ao bom conhecimento, considerou-se bom conhecimento quando o participante apresentou acerto acima da média, que para este estudo foi de cinco. Utilizamos os testes não paramétricos Mann-Whitney e Kruskal Wallis para verificar associação entre as variáveis de interesse. Um valor de p < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Participaram do estudo 313 médicos, sendo que a maioria fez pós-graduação 169 (54%) e 180 (57,5%) eram intensivistas. A média de acertos foi cinco (IC 95%, 4,81-5,23), e a mediana também, sendo o valor mínimo um e o máximo dez. Referindo-se ao conhecimento dos participantes, evidenciou-se melhor desempenho entre aqueles que tinham de seis a 10 anos de formados (p <0,007). Os médicos intensivistas também apresentaram melhor conhecimento do que os não intensivistas (p <0,005; IC 95%, 5,00 - 5,54) e aqueles que participaram de treinamento de ME também obtiveram melhor desempenho (p <0,005; IC 95%, 4,96 - 5,45). Ainda, evidenciou-se que aqueles que tinham de seis a 10 anos de experiencia em UTI apresentaram melhor desempenho que os demais (p <0,031; IC 95%, 4,89 - 5,87), e os que realizaram mais de 10 aberturas de protocolos de ME também (p < 0,001; IC 95%, 5,15 - 5,72¬). Além disso, aqueles que se sentiam seguros ao falar com a família sobre a ME apresentaram melhor desempenho do que os que não se sentiam seguros (p < 0,001; IC 95%, 4,95 - 5,39). Identificou-se que 187 (59,7%) dos participantes ficaram abaixo da média de acertos, o que demonstrou um conhecimento aquém do esperado. Apesar da maioria dos profissionais médicos, participantes deste estudo, se sentirem seguros ao falar com a família sobre a ME, participarem de cursos de treinamento e realizarem mais de dez aberturas de protocolo de ME, os mesmos não apresentaram bom conhecimento sobre o diagnóstico de morte encefálica e doação de órgãos, visto que, a maioria não alcançou a média de acertos. |