Eletroterapia e laserterapia no controle da dor e inflamação no período pós-operatório em cães submetidos a cirurgia de osteotomia de nivelamento do platô da tíbia: estudo prospectivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Formenton, Maira Rezende
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10137/tde-27012016-081544/
Resumo: A fisioterapia é uma área medicina veterinária com um crescente interesse científico, da mesma forma que sua aplicação em pequenos animais. Em cães, entre as indicações da reabilitação está o pós-operatório ortopédico recente, em que os objetivos principais são o controle álgico e da inflamação, possibilitando um restabelecimento funcional precoce. Dentre as afecções ortopédicas, a ruptura de ligamento cruzado cranial é a mais comum na articulação fêmoro-tíbio-patelar em cães, sendo a técnica de nivelamento do platô tibial amplamente empregada. O presente estudo teve como objetivo a análise dos efeitos da eletroterapia e da laserterapia nos aspectos de dor e inflamação no pós-operatório recente da referida cirurgia ortopédica. Para esta avaliação, foi utilizada uma metodologia multimodal que incluiu escalas de dor unidimensional (ENV) e multidimensional (Glasgow), escalas de claudicação, análise cinética por baropodometria, análises perimétricas e termográficas da articulação. Vinte e quatro cães foram selecionados, sendo que efetivamente distribuídos e randomizados entre os grupos, 16. Dentre eles, 9 animais foram distribuídos no grupo Fisioterapia (F) e 7 no grupo Placebo(P). Os animais do grupo fisioterapia foram submetidos a 6 sessões de eletroterapia associada à laserterapia, enquanto os animais do segundo grupo submetidos a 6 sessões placebo. Ambos os grupos foram avaliados antes da cirurgia, no pós-operatório previamente às sessões e ao término das 6 sessões. O grupo fisioterapia teve benefícios evidenciados nas análises seriadas das escalas de dor, com valores de P=0,0156 e P=0,011, nos quesitos de ENV do avaliador e do cuidador respectivamente. Nas análises de dor através da escala de Glasgow, os valores de P=0.0272 na análise seriada do grupo tratado, confirmando a melhora deste grupo em relação ao controle, onde o resultado de P=0.4375. Porém, não foram observadas diferenças nos quesitos de escalas de claudicação, avaliação de edema através de perimetria, e, inflamação através da termografia, em relação ao grupo placebo. Na avaliação cinética, houve diferença na análise dos parâmetros de impulso vertical, tendendo à melhora do grupo fisioterapia, porém na análise do pico de força vertical, que é mais sensível, não houve diferença entre os grupos. Houve também a necessidade de resgate analgésico em três animais do grupo placebo, sendo que nenhum animal do grupo Fisioterapia necessitou de resgate. Conclui-se que os animais submetidos às sessões de fisioterapia tiveram melhor evolução nos quesitos de dor, além de não necessitarem de resgate analgésico. Não houve influência da laserterapia no controle da inflamação e do edema através dos métodos avaliados. Evidencia-se a necessidade de mais estudos sobre os resultados das técnicas de fisioterapia quando aplicadas à rotina clínica veterinária, especialmente, com um maior número de amostras