Preferências dos gestores por agregação e desagregação em relatatórios internos para fins de ratcheting de metas e avaliaçãoo de desempenho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Suave, Ricardo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12136/tde-11042018-120701/
Resumo: Os relatórios internos ajudam as organizações a manter seus sistemas de controle gerenciais atualizados e subsidiam vários propósitos, como a definição de metas e a avaliação de desempenho. A literatura prática apresenta como preocupação a quantidade de detalhes que os gestores devem fornecer aos seus superiores nesses relatórios de desempenho. Este estudo considera os relatórios dos gerentes de centros de lucro devido à posição estratégica quepossuem nas empresas e a quantidade de informações que detêm. Com base na teoria da contabilidade mental, apresenta-se como hipótese que os gerentes preferem um formato de apresentação que aumenta a utilidade do desempenho apresentado. Além disso, considera-se o frameworkdos níveis de raciocínio, pois os gerentes podem escolher um formato de apresentação pensando em uma futura decisão de seus superiores. Quando o propósito do relatório interno é a revisão metas, apresentam-se dois argumentos opostos, razão para o desenvolvimento de uma questão de pesquisa em vez de uma hipótese. O primeiro argumento é que os gerentes não seguemos pressupostos da contabilidade mental, ou seja, eles preferem apresentar seu desempenho em um formato que faz com que esse desempenho pareça menos favorável para evitar a definição de metas mais difíceis para o futuro. Como apoio a esse argumento, considera-se a evidência de que os gerentes que sentem uma pressão externa não seguem os pressupostos da contabilidade mental. O segundo argumento para o ratcheting das metas é que os gerentes seguiriam os pressupostos da contabilidade mental, ou seja, preferem apresentar seu desempenho em um formato que torne o desempenho mais favorável. Este argumento leva em consideração evidências que sugerem que o processor de definição de metas pode servir para fins de gerenciamento de impressões para gerentes. Ao se reportar para avaliação de desempenho, seguindo as previsões de contabilidade mental, elaboro a hipótese de que os gerentes preferem apresentar seu desempenho de forma a aumentar a utilidade de seu desempenho. Neste estudo, os gerentes devem apresentar relatórios internos que contenham os desvios de desempenho em relação às metas, e ganhos e perdas são os resultados das variações. Para testar tais questões e hipóteses de pesquisa, empregou-se uma abordagem experimental 2 × 2 between-subjects, em que se manipula o sinal dos desvios do desempenho em relação à meta (perdas ou ganhos) e o propósito do relatório (revisão de metas ou avaliação de desempenho). Quando os gerentes precisam reportar um ganho, tanto para propósito de revisão de metas quanto para a avaliação do desempenho, os resultados indicam que os gerentes possuem preferência similar por agregar ou desagregar um ganho combinado nessa situação. Consequentemente, não há resultados significativos para a questão de pesquisa sobre o propósito da revisão de metas e nenhuma diferença significativa para a hipótese de avaliação de desempenho. Quando os gerentes precisamreportar uma perda, tanto para propósito de revisão de metas quanto para a avaliação do desempenho, os resultados são significativos e indicam que os gerentes preferem desagregar uma perda. Desagregar uma perda mista está de acordo com os pressupostos da contabilidade mental. Considerando um relatório para a revisão de metas, esse resultado é interessante pois os indivíduos preferem apresentar seu desempenho em um formato que melhora o resultado, mesmo que um bom desempenho resulte em uma meta mais difícil para o futuro. Estas conclusões têm implicações práticas. Embora os gerentes possam usar a materialidade para justificar a informação que eles escolhem informar, os superiores devem exercer ceticismo quanto à informação de desempenho reportada.