Vivências com a escrita de textos nos cursos de jornalismo: das proposituras curriculares às interações em sala de aula

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Assis, Cássia Lobão
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-05072009-182325/
Resumo: Esta tese de doutoramento esboça uma avaliação das condições de trabalho com produção de textos em cursos de jornalismo brasileiros. Partimos do pressuposto de que a escrita noticiosa é uma competência acessível a qualquer pessoa, desde que haja condições didático-pedagógicas favoráveis ao exercício constante dessa atividade de linguagem. Esse entendimento desfaz a idéia da capacidade de escrever textos como um dom apriorístico individual, que tem na escola apenas uma instância legitimadora dessa imanência para uns poucos escolhidos. O lastro teórico de nossa argumentação é a noção de letramento, cuja tessitura nos permite refletir sobre essa questão numa perspectiva histórico-legislativa e científico-interdisciplinar significativa ao campo particular do ensino de jornalismo. Consideramos ainda o advento das novas tecnologias enquanto fator constitutivo da necessidade de novos paradigmas de ensino, que enfim se encaminha, embora a passos lentos, à superação da escrita episódica, tradicionalmente vinculada ao termo redação. A perspectiva intersubjetiva nos chega como inexorável e a sistematização dessa trajetória pedagógica é nossa contribuição a uma consciência científica dessa questão, tão fortemente marcada pelas atitudes intuitivas de seus sujeitos.