Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Inforsato, Erika Alvarez |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-22042010-104547/
|
Resumo: |
Operar na própria escrita um outro modo de pensar e fazer a clínica, liberada de suas utopias humanistas e de suas exigências produtivista, utilitária e socialitarista, é a proposição deste texto. Entrelaçadas em narrativas inventadas, a clínica é aqui fabulada em seus pontos de contágio com alguma arte, aludida em experiências ocorridas junto aos projetos da cia. teatral Ueinzz e do Ateliê Experimental (PACTO USP) - coletivos constituídos por aqueles cujas trajetórias são marcadas pela loucura, pela deficiência e/ou pela vulnerabilidade social. O texto enfrenta a dificuldade de dizer do que não pode ser dito, contar o invivível de uma experiência que, entretanto, não pode deixar de ser testemunhado. Acrescenta-se a esta complicação, a urgência de um cotidiano profissional, cujo ponto de partida é a terapia ocupacional, que ao lidar com situações-limite demanda respostas das quais não se pode omitir, e que por isto exige posições arrojadas para sustentar alguma indeterminação e não decair em saídas voluntariosas, e em seus correlatos exercícios de poder coercitivos. A importância dos processos de dessubjetivação visam favorecer na clínica outras sensibilidades, outra saúde, que não empreite a vida alheia, mas que a convide a outras experiências. Em narrativas, alguns experimentos são expostos e, na tentativa de evitar encadeamentos previsíveis e ilustrativos, adotam-se estratégias de fabulação, manejando elementos da memória de situações coletivas, de modo a fitar numa ficção verossímil suas verdades circunstanciais. A migração de conceitos do campo da filosofia e das artes para o âmbito da clínica e da política ocorrem por agenciamento e justaposição: o dispositivo de Foucault e Deleuze; o qualquer de Agamben; a multiplicidade e o acontecimento de Deleuze e Guattari; o intelecto geral, de Virno; o comum e o desobramento de Bataille, Nancy e Blanchot. O comum apresenta-se em constelações clínicas e políticas alçadas para acionar o vivo dos acontecimentos; e o desobramento é o pressentimento de uma outra ética, que não faz obra e que se entrevê na clínica, em sua atuação profissional e em suas modulações na escritura. |