"Riscos psicossociais relacionados ao estresse no trabalho das equipes de saúde da família e estratégias de gerenciamento"

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Camelo, Sílvia Helena Henriques
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-24082006-142110/
Resumo: O Programa de Saúde da Família é uma das estratégias assumidas pelo Ministério da Saúde com vista à reorganização da atenção básica à saúde. Para a execução desta prática de assistência, é necessária a estruturação de equipes multiprofissionais que correspondam às necessidades da população. Os profissionais destas equipes assumem múltiplas tarefas com alto grau de exigência e responsabilidades, e desenvolver este tipo de atividade junto à comunidade, onde a realidade do indivíduo fica muito próxima, os problemas são de diversas ordens, as limitações internas e externas incontáveis, expõem o trabalhador a riscos físicos e/ou psicossociais tornando-os pessoas vulneráveis ao estresse. Esta investigação objetivou identificar e analisar os riscos psicossociais no trabalho das Equipes de Saúde da Família do município de Ribeirão Preto e descrever as estratégias utilizadas pelos trabalhadores para amenizar os efeitos desgastantes destes riscos. Este estudo do tipo exploratório utilizou-se da abordagem qualitativa, modalidade temática. Participaram do estudo, 24 trabalhadores, dentre eles, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas e a análise do material foi executada através do agrupamento e classificação das unidades temáticas em dois temas centrais, que são os “riscos psicossociais relacionados ao trabalho" e as “estratégias para o controle dos riscos psicossociais". Os riscos psicossociais encontrados foram: falta de preparo e capacitação, sobrecarga de papéis, longas horas de trabalho, conflito no trabalho em equipe, dificuldade para conciliar trabalho e família, recursos materiais e humanos insuficientes. As estratégias utilizadas para o controle destes riscos são predominantemente individuais, no entanto, o serviço tem uma reunião semanal programada com a equipe, para discussão dos problemas e sugestões, sendo considerada pelos trabalhadores um momento de alívio das tensões. No entendimento de que a realidade sanitária é dinâmica, emergem deste estudo sugestões que podem nortear a estruturação de novas Equipes de Saúde da Família: A qualificação para atuar neste campo é fundamental e deve ser iniciada nos programas de graduação e ter continuidade em serviço; a disponibilização de recursos humanos e materiais torna-se imprescindível. Um serviço de apoio aos profissionais deve, entre outras atividades, orientá-los sobre os riscos a que estão expostos.