Abordagens territoriais: atenção primária à saúde, geoprocessamento e objetivos de desenvolvimento sustentável

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Salinas Rebolledo, Elizabeth Angélica
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-27082019-145403/
Resumo: A Atenção Primária à Saúde (APS) é vista como condição essencial para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) acordados internacionalmente. Porém, mesmo quando o uso do geoprocessamento tem sido considerado um poderoso aporte para a Saúde Pública, o potencial desta ferramenta não tem sido suficientemente explorado como instrumento de pesquisa e gestão dentro do trabalho diário dos serviços de APS, o que poderia prejudicar o cumprimento das metas destes serviços, quanto dos próprios ODS. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi explorar abordagens territoriais na APS e nos ODS, pelo uso do geoprocessamento e pela análise de planos municipais de saúde. A metodologia inclui uma revisão sistemática do uso do geoprocessamento na APS no mundo todo, uma revisão integrativa respeito das técnicas de geoprocessamento utilizadas em APS, e uma revisão da convergência entre agendas municipais de saúde e os ODS, tomado como exemplo os municípios de Santiago do Chile e São Paulo no Brasil. Os resultados mostraram que o uso do geoprocessamento melhora a abordagem territorial da APS, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos serviços, influenciando também uma mudança na forma de trabalho das equipes de saúde, que se reflete em benefícios concretos para a comunidade. Contudo, a relação entre a APS e os ODS não foi informada adequadamente dentro dos planos municipais de saúde estudados. Conclui-se que se requer de maior alinhamento dos planos e políticas locais, nacionais e globais de saúde, maior divulgação das ações realizadas pela APS, e maior uso e difusão de tecnologias já disponibilizadas à abordagem territorial e intersetorial destes serviços.