Doença do refluxo gastroesofágico na miotomia endoscópica versus cirúrgica para o tratamento da acalasia: uma revisão sistemática e metanálise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Kum, Angelo So Taa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-06102025-114011/
Resumo: INTRODUÇÃO: A miotomia endoscópica peroral (POEM) e a cardiomiotomia com fundoplicatura (CF) tratam a acalasia, uma doença motora do esôfago com aperistalse e relaxamento incompleto do esfincter esofágico inferior. Embora metanálises prévias tenham comparado e mostrado a eficácia de POEM e CF, as conclusões sobre doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) pós-procedimento se mostraram discrepantes entre os estudos, uns favorecendo a cirurgia e outros sem diferença entre os tratamentos. OBJETIVOS: Comparar objetivamente a DRGE ao longo do tempo, eficácia, eficiência e segurança em POEM versus CF para o tratamento da acalasia. MÉTODOS: Uma revisão sistemática e metanálise pesquisando nas principais bases de dados, cujos desfechos primários avaliados foram: avaliação precoce (< 12 meses) e tardia ( 12 meses) da DRGE pós-operatória utilizando os critérios objetivos endoscópicos do Consenso de Lyon 2.0 e necessidade de uso regular de inibidor de bomba de prótons (IBP). Os desfechos secundários avaliados foram: sucesso clínico (Escore de Eckardt 3); tempo de procedimento; tempo de internação e eventos adversos maiores (Classificação de Clavien-Dindo 2). RESULTADOS: Foram incluídos 31 estudos observacionais e 2 ensaios clínicos randomizados, totalizando 14.100 pacientes. Primeiramente, a DRGE precoce foi maior no POEM (RD = 0,11; IC 95% 0,01 a 0,20; P = 0,03) e semelhante a CF na avaliação tardia (RD = 0,09; IC 95% -0,06 a 0,23; P = 0,24), sendo que houve maior uso regular de IBP no grupo endoscópico (RD = 0,08; IC 95% 0,01 a 0,16; P = 0,02). Secundariamente, o sucesso clínico foi maior no POEM (RD = 0,07; IC 95% 0,04 a 0,11; P < 0,01), com tempo de procedimento menor (MD = -34,00 minutos; 95% CI -48,12 a -19,87 minutos; P < 0,01), e resultados semelhantes de tempo de internação (MD = -0,34 dia; IC 95% -1,35 a 0,67 dias; P = 0,51) e efeitos adversos maiores (RD = 0,00; IC 95% -0,03 a 0,03; P = 0,98) em relação a CF. CONCLUSÃO: A DRGE pós-POEM é maior comparado a CF na avaliação precoce e a diferença diminui ao longo do tempo após 12 meses, chegando a ser indiferente entre os grupos, às custas de maior uso contínuo de IBP no grupo endoscópico. Ademais, o POEM possui alta eficácia e eficiência, com segurança comparáveis a CF.