Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2004 |
Autor(a) principal: |
Perim, Eduardo Brás |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17139/tde-04102006-142431/
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Resumo: |
Estima-se que aproximadamente 400 milhões de indivíduos sejam portadores crônicos do vírus da hepatite B no mundo. Quando incide em adultos, a doença apresenta elevada proporção de evolução para a cura, ao passo que na ocorrência de transmissão vertical, o risco de cronificação chega a 90%, aumentando muito a possibilidade de graves conseqüências para a criança, entre as quais cirrose e hepatocarcinoma primário. A possibilidade de triagem para a identificação das gestantes portadoras do vírus da hepatite B e a conseqüente adoção de medidas profiláticas imunização ativa e passiva permite a prevenção segura da transmissão vertical. Em 1999, o Programa do Pré-Natal da Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto introduziu em sua rotina o screening para o HBsAg, com a finalidade de identificar as gestantes portadoras do vírus. Este trabalho objetiva estudar alguns aspectos referentes à hepatite B entre as gestantes atendidas pela Rede Municipal de Saúde, bem como realizar uma avaliação sistematizada do Programa do Pré-Natal. Para este trabalho foram criados dois grupos de gestantes. O primeiro formado pelas pacientes com primeira avaliação sorológica do Pré-Natal para aquela gestação, realizada no período de 01 de novembro de 2001 a 31 de outubro de 2002, com a finalidade de estimar a prevalência do HBsAg e também verificar a proporção de recém-nascidos, filhos de mães portadoras deste marcador, que receberam os cuidados preconizados para tal situação. Já o segundo grupo foi formado pelas pacientes, na mesma condição, avaliadas no período de 01 de julho de 2002 a 30 de junho de 2003, com a finalidade de também estimar a prevalência do HBsAg, bem como a proporção de portadoras do HbeAg e anti-Hbe. Os valores de prevalência do HBsAg encontrados foram os seguintes: para o primeiro grupo 0,5 (IC 95% : 0,3 0,7) e, 0,4 (IC 95%: 0,2 0,6) para o segundo. Verificou-se que em 25,0% dos 24 partos realizados no município não foram realizados os procedimentos de profilaxia preconizados como ideais, no que diz respeito à rapidez da solicitação de vacina e imunoglobulina. Isso foi devido, parcialmente, a deficiências na qualidade de registro das informações em diferentes instâncias. As proporções de portadoras do HBeAg e anti-HBe foram respectivamente 5,9% (IC 95%: 0 17,1) e 90,5% (IC 95%: 77,9 100). Este trabalho procura apresentar informações que sirvam de base para reflexões a respeito do fluxo de procedimentos do Programa do Pré-Natal, visando elevar sua efetividade e superar os obstáculos encontrados. |