Repercussões morfológicas da distrofia muscular sobre a cartilagem do processo condilar da mandíbula de modelos murinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Gonçalves, Aline
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-15012018-161925/
Resumo: As distrofias musculares doenças genéticas ou congênitas de caráter irreversível e progressivo são caracterizadas por degenerações da musculatura esquelética capazes de induzir anomalias ósseas como resultado da perda de função do músculo. Osteopenia, fraturas por fragilidade, escoliose, além de danos nos processos de crescimento e remodelação que levam a diferenças de forma e de tamanho são modificações ósseas decorrentes desse conjunto de doenças musculares. Os músculos da cabeça e pescoço são também afetados em vários tipos de distrofias, alterando a morfologia craniofacial e a oclusão dentária. Por sua vez, a cartilagem do processo condilar da mandíbula (PC), uma das estruturas responsáveis pelo crescimento facial, por estar sob a influência direta de fatores intrínsecos (genéticos, epigenéticos) e extrínsecos (estimulação mecânica, tipo de alimentação etc), pode ter a sua morfologia prejudicada já que os músculos faciais e da mastigação são, frequentemente, afetados nos distúrbios degenerativos neuromusculares. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar as repercussões morfológicas das distrofias musculares na cartilagem do PC de dois modelos murinos distintos de distrofia (dmdmdx e largemyd) e de seus respectivos controles: os camundongos C57BL/10. Os grupos animais (n=5) foram organizados de acordo com as idades (04 e 10 semanas), constituindo: C4, M4, L4, C10, M10 e L10 (camundongos controle, dmdmdx e largemyd de 04 e de 10 semanas, respectivamente). Após a eutanásia, os espécimes foram processados através de técnicas histológicas rotineiras e, posteriormente, submetidos às colorações de HE, Picrossírius e Safranina-O, para a evidenciação dos componentes celular e colágeno e imuno-histoquímica para a marcação de células reativas ao IGF-1 e IGF-1R. Os aspectos ultraestruturais também foram analisados através de microscopia eletrônica de transmissão. Os resultados mostraram que a cartilagem apresentou-se debilitada sob os efeitos da distrofia muscular, acarretando em modificações no padrão morfológico geral do tecido, na secreção das fibrilas colágenas e no acúmulo de proteoglicanas na MEC, as quais variaram de acordo com a idade e tipo de distrofia. Qualitativamente, a maior expressão de IGF-I e de seu receptor (IGF-IR) foi encontrada nos animais do grupo controle (C4 e C10), sendo observadas alterações do padrão de expressão dos mesmos no tecido cartilagíneo dos animais distróficos (dmdmdx e largemyd). Tais resultados sugerem prejuízos na maturação da cartilagem e formação óssea precoce e deficiente.