Fluxograma de acompanhamento e tratamento em gestante com sí­filis: construção de instrumento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Rosseti, Jaquelina Elvira Marques de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22134/tde-04072018-145808/
Resumo: Conhecida há mais de 500 anos, a sífilis ocorre na população em geral e apesar de possuir tratamento efetivo e de baixo custo, vem apresentando significativo aumento do número de casos. O presente estudo enfoca a ocorrência de sífilis em gestantes. A sífilis na gestação pode evoluir para aborto espontâneo, natimorto e óbito perinatal. O número de casos de sífilis congênita tem sido adotado como um importante indicador de avaliação da qualidade da saúde na atenção básica. Desse modo, cabe às equipes de saúde da atenção básica e da vigilância epidemiológica acompanhar a ocorrência de casos na população em geral e nas gestantes, assim como os casos de sífilis congênita, contribuindo com ações voltadas ao planejamento e avaliação das medidas de tratamento, prevenção e controle. O interesse pelo tema de estudo advém da minha prática profissional em que ocorrem situações evitáveis como tratamentos inadequados de gestantes com teste reagente para sífilis e nascimentos de crianças com sífilis congênita. Assim, a pesquisa estabeleceu como objetivo construir um fluxograma para auxiliar os enfermeiros no acompanhamento e tratamento da gestante com sífilis. Trata-se de um estudo qualitativo do tipo metodológico destinado à produção tecnológica. A investigação foi aprovada por Comitê de Ética em Pesquisa e foi desenvolvida em um município do interior do estado de São Paulo. O instrumento utilizado para coleta de dados foi o grupo focal, realizado em dois encontros. Participaram da pesquisa seis enfermeiros que desenvolvem prática clínica com gestantes na ESF, Atenção Básica, Centro de Especialidades e Pronto Socorro e Hospital do município. Com o material do primeiro encontro foi elaborada a primeira versão do fluxograma. No segundo encontro, o instrumento foi apresentado e validado pelos enfermeiros. A versão final do fluxograma levou em consideração manual e normas técnicas oficiais. A análise de conteúdo, temática do material do grupo focal identificou três categorias: fluxo do pré-natal e investigação de sífilis; atuação dos enfermeiros; e, dificuldades no acompanhamento e tratamento da gestante com sífilis. Por meio dos trechos das falas apresentadas é possível identificar uma fragilidade na comunicação entre atenção básica e o hospital, sendo necessário criar um fluxo de informação entre os enfermeiros. O estudo possibilitou conhecer profundamente a organização da rede de atenção à gestante dentro do município e esperamos com seus resultados convidar outros municípios à reflexão e discussão sobre a organização da rede cegonha, as ações de investigação, diagnóstico, acompanhamento e controle de tratamento da sífilis, especialmente em gestantes, seus parceiros e nos recém-nascidos. Além disso, intenciona-se chamar atenção para as dificuldades enfrentadas por enfermeiros e demais membros das equipes de saúde na redução dos casos de sífilis e sífilis congênita, não ficando restritos à ocorrência na gestante