Eficácia de herbicidas aplicados na dessecação de duas espécies de cobertura e o efeito residual no controle de plantas daninhas no sistema de plantio direto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Bagatta, Murilo Villas Bôas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-25042017-154148/
Resumo: O sistema de plantio direto constitui-se num dos mais importantes sistemas agrícolas de conservação de solo, ocupando hoje grandes áreas em todo o Brasil. Contudo a presença de palha sobre o solo pode influenciar na eficácia dos herbicidas quando aplicados em pré-emergência das plantas daninhas, uma vez que a presença da palha pode prejudicar sua transposição até o solo, seja pela adsorção do herbicida ou por perdas por degradação. Neste sentido, este trabalho foi desenvolvido para avaliar a influência da porcentagem de cobertura do solo (PCS) na lixiviação até o solo de herbicidas residuais quando aplicados junto ao herbicida dessecante sobre massa verde de forrageiras. No estudo, foram testadas três diferentes porcentagens de cobertura sobre o solo (0%, 50% e 100%) oriundas de duas espécies de forrageiras comumente usadas como cobertura de inverno no sistema de plantio da soja no Brasil. Para tanto foram semeadas em solo argiloso as forrageiras Pennisetum americanum (L.) Leeke, Lolium multiflorum Lam., respectivamente milheto e azevém, em campo do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da DuPont em Paulínia, SP. Logo antes do início do florescimento foram sucessivamente desbastadas até atingir 0%, 50% e 100% de PCS para ambas as forrageiras. Para a aferição da PCS foram tomadas fotos aéreas das parcelas que foram analisadas pelo software ImageJ. Na sequência, foram aplicados os tratamentos de herbicidas: sulfometurom-metílico + clorimurom-etílico + glifosato (18,75g i.a. ha-1 + 18,75g i.a. ha-1 + 2,16 kg e.a. ha-1), diclosulam + glifosato (25 g i.a. ha-1 + 2,16 kg e.a. ha-1) e sulfentrazone + glifosato (600 g i.a. ha-1 + 2,16 kg e.a. ha-1), além das testemunhas que receberam somente a aplicação do herbicida dessecante, glifosato (2,16 kg e.a. ha-1). Os tratamentos foram aplicados em dessecação das forrageiras e em pré-emergência das plantas daninhas. A eficácia de controle dos herbicidas foi mensurada através de avaliações visuais de controle aos 7, 14, 21, 28, 35, 42, 49, 56 e 63 dias após a aplicação dos tratamentos (DAA). Aos 63DAA as plantas daninhas das parcelas foram coletadas para obtenção da massa seca da parte aérea.Não houve redução na eficácia de controle das plantas daninhas (I. grandifolia, C. echinatus, E. indica, C. benghalensis e R. brasiliensis) e no residual dos herbicidas diclosulam, sulfentrazone e sulfometurom-metílico + clorimurom-etílico associados ao glifosato aplicados em dessecação sobre as PCS de 50 e 100% de milheto e azevém ainda verde quando comparadas a aplicação sobre o solo completamente exposto.