Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Salvatti, Fabio Guilherme |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-10112010-154131/
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Resumo: |
A rede de ativismo político contemporâneo tem orientado suas ações em direção a um campo híbrido que desconsidera fronteiras entre ativismo e arte . Dentre a variedade de práticas desta rede, o prank é um exemplo da desconsideração destas fronteiras. Um prank é um golpe, uma ruptura jocosa da ordem, da hierarquia, da autoridade. Como prática, o prank é abordado ao longo deste trabalho como uma opção performativa para o ativismo político, uma vez que reúne características lúdicas, críticas, vivenciais e multiplicadoras. Os ativistas que adotam o prank como opção se relacionam com a história recente da rede de ativismo político contemporâneo, que resiste a um novo modelo de organização do capitalismo. De 1994 a 2003, esta rede estabeleceu um panorama de macroações (em especial, os Dias de Ação Global) festivas e insurgentes. O ativismo difuso, diluído no cotidiano com ações em menor escala, também tem adotado a mesma orientação irreverente. Isto é especialmente verificável na reivindicação pelo espaço, entendido de maneira ampla, tanto como espaço urbano erodido pela invasão do capital, quanto como espaço da comunicação, da ideologia e das trocas simbólicas. As modalidades de pranks adotadas neste contexto são examinadas a partir de categorias como a teatralidade e a performatividade, conforme entendidas por Josette Féral. Estas ferramentas contribuem na conclusão de que n a performance atravessada pelo prank não existem mediadores, ela é autônoma, orientada pelo princípio político do faça você mesmo. |