Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Maciel, Rubens de Aguiar |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6136/tde-03032010-155820/
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Resumo: |
O tema da paternidade só recentemente tem aparecido com relativo destaque na literatura acadêmica da área da saúde, embora seja de fundamental importância para o estudo da psicodinâmica dos indivíduos, das relações familiares, da saúde do homem, da mulher, da criança e do adolescente, e outros tantos atinentes à questão de gênero, no contexto da Saúde Pública. Procuramos descrever, analisar e interpretar as experiências psíquicas vivenciadas por homens que esperavam o nascimento do primeiro filho, baseados na hipótese de que essa vivência re-atualiza conteúdos inconscientes do pai. Para tanto, entrevistamos quatro homens entre 30 e 40 anos de idade, que viviam uma união estável e que estavam acompanhando a gravidez de suas mulheres. Trata-se de uma investigação na confluência da psicologia e da saúde pública de natureza compreensiva e de corte qualitativo. Para efeito da coleta de dados foi utilizado o modelo clínico-qualitativo. Para efeito de análise, a partir dos elementos produzidos pelos sujeitos da pesquisa estabelecemos 3 categorias: patrimônio afetivo, responsabilidade e desejo inconsciente. Os resultados encontrados indicam intensa mobilização afetiva revelada por meio de estados apreensivos diante da paternidade, com destaque para as dúvidas quanto à capacidade pessoal que o sentido de responsabilidade desperta, a identificações transgeracionais, conflitos relativos ao desejo manifesto e desejo inconsciente, sentimentos de frustração diante do desvio do investimento afetivo da mãe deslocado para a criança, sentimentos messiânicos, no sentido de que no futuro a paternidade possibilitará um estado de intensa satisfação, salvando o sujeito de suas angústias atuais e, que a qualidade da relação entre pai e filho está intimamente associada ao patrimônio afetivo do pai. Concluímos que a paternidade surge, para alguns dos sujeitos de nossa investigação, como um conceito idealizado e nessa medida ela transcende a natureza humana com suas limitações, que a capacidade para ser responsável está profundamente vinculada ao patrimônio afetivo de cada sujeito e, que o desejo manifesto de ser pai pode não ser harmônico com seus desejos latentes, o que implica dificuldades no desempenho da paternidade |