Análise do desempenho do ensaio RT-qPCR LN34 Pan-Lyssavirus para a vigilância e diagnóstico laboratorial da raiva em amostras animais no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Silveira, Vitória Bueno Vilela
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-15082022-104343/
Resumo: Uma das doenças mais antigas e avassaladoras que ainda se tem atualmente é a raiva. Essa doença é causada por um vírus (RABV) do gênero Lyssavirus que acomete o sistema nervoso central (SNC) de mamíferos. Portanto, é uma infecção que causa manifestações neurológicas e que, quando esses sintomas se apresentam, quase 100% dos casos chegam ao óbito. Por conseguinte, essa doença requer que seu diagnóstico seja ágil e o mais confiável possível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a técnica de imunofluorescência direta (IFD) como o teste padrão ouro para o diagnóstico da raiva post-mortem. Essa técnica é rápida e possui resultados acurados, visto que ela possui alta sensibilidade e especificidade. Contudo, alguns fatores podem reduzir sua sensibilidade tais como: amostra degradada, baixa qualidade do anticorpo e do microscópio utilizados, e a experiência do laboratorista. Diante disso, é recomendado que se faça um teste confirmatório. Por muitos anos, testes como isolamento viral (em camundongo e em cultivo celular) e RT-PCR foram utilizados como testes confirmatórios à IFD. Recentemente, a OMS apresentou uma nova técnica de RT-qPCR para o confirmar o diagnóstico da raiva, o ensaio LN34 Pan-Lyssavirus em um teste singleplex. Nos estudos realizados, o LN34 tem apresentado alta sensibilidade e especificidade diagnósticas, porém há poucas investigações em amostras brasileiras que, por natureza, possuem sequências genéticas distintas do RABV. Além disso, técnicas moleculares tendem a ser mais dispendiosas, o que restringiria o acesso a esse tipo de diagnóstico. Uma opção para reduzir os custos do LN34 é utilizar RT-qPCR no formato multiplex ao invés do singleplex. Dessa forma, o presente trabalho teve o objetivo de comparar o desempenho da IFD e da LN34 nos modos singleplex e multiplex. No primeiro experimento, o ensaio LN34 singleplex foi testado utilizando 332 amostras de animais (170 IFD positivas) oriundas do estado de São Paulo. O ensaio LN34 singleplex demonstrou alta sensibilidade (100%) e especificidade (96,7%) diagnósticas em comparação com o teste de IFD, e todas as amostras IFD positivas tiverem resultados concordantes com o do ensaio LN34 singleplex. No segundo experimento, LN34 multiplex foi feito em paralelo com LN34 singleplex usando 211 amostras de animais de SNC (102 IFD positivos) procedentes de diferentes municípios do estado de São Paulo. O ensaio LN34 multiplex apresentou alta sensibilidade (93,4%) e alta especificidade (100%), enquanto o ensaio LN34 singleplex apresentou sensibilidade e especificidade diagnósticas de 100% e 95,3%, respectivamente. Conclui-se que o LN34 singleplex possui grande potencial para ser usado como teste confirmatório para diagnosticar raiva e, embora tenha resultados semelhantes, o LN34 multiplex ainda possui sensibilidade diagnóstico menor que o singleplex.