Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
Saturnino Neto, Angelo |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96132/tde-12072012-122904/
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Resumo: |
O objetivo geral desta pesquisa é aprofundar o entendimento sobre como os fatores humanos críticos de sucesso (FHCS), entendidos como aspectos organizacionais que não podem ser tecnicamente controlados, suportam a adoção de práticas de gestão ambiental para a mitigação da mudança climática em casos empresariais selecionados. Para tanto, é apresentada uma fundamentação teórica que compreende os conceitos das práticas empresariais para a mitigação da mudança climática, eco-inovações e fatores humanos críticos de sucesso para a gestão ambiental. A partir desse arcabouço teórico, foi realizado um estudo de múltiplos casos, tendo como unidades de análise projetos empresariais de eco-inovação em produtos, declarados como tendo incorporado referências à mitigação da mudança climática. Esta pesquisa foi realizada em três projetos eco-inovadores de baixo carbono reconhecidos por sua redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE). A premissa norteadora dessa pesquisa é a de que os fatores humanos críticos de sucesso influenciam os resultados da gestão ambiental empresarial e, por conseguinte, a adoção de práticas para a mitigação da mudança climática em inovações especificas. Os resultados indicam que nem todas as empresas apresentam-se nos mesmos estágios de gestão ambiental, permitindo constatar que a maturidade das práticas para a mitigação da mudança climática varia à medida que a gestão ambiental evolui, constituindo uma co-evolução entre as temáticas. Outra constatação que merece evidência é a diferença entre os estágios evolutivos das respostas corporativas para a mitigação da mudança climática mostrou-se determinante no processo de desenvolvimento de produtos de baixo carbono. De forma semelhante, constatou-se que os FHCS estabelecem distintas contribuições às práticas para a mitigação da mudança climática ao longo de sua linha evolutiva. Assim, as práticas mais evoluídas de resposta à questão climática tendem a interagir com a totalidade dos FHCS, produzindo eco-inovações mais disruptivas e que contribuem de forma mais efetiva a mitigação da mudança climática. Enquanto, as práticas para a mitigação da mudança climática nos estágios iniciais, por sua vez, tendem a não se associarem de forma significativa com os FHCS, resultando em eco-inovações menos disruptivas que minimizam os impactos de emissões de GEE, mas configuram-se soluções parciais e incompletas. |