Esterilização química da broca da cana-de-açúcar Diatraea saccharalis (Fabricius, 1794) (Lepidoptera: Crambidae) através de isca com melaço e inseticidas do grupo dos reguladores de crescimento de insetos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Sazaki, Catia Sumie Shimatai
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11146/tde-22112006-133733/
Resumo: A broca da cana-de-açúcar Diatraea saccharalis (Fabricius, 1794) (Lepidoptera: Crambidae) é uma das pragas mais prejudiciais aos canaviais brasileiros. Atualmente, o controle biológico aplicado é o método mais utilizado para o controle das lagartas. Entretanto, em certos talhões, o parasitóide Cotesia flavipes (Cameron) (Hymenoptera: Braconidae) não tem controlado eficientemente a praga, sendo registrada intensidade de infestação superior a 25%. Nesse contexto, a aplicação da Técnica do Inseto Estéril seria uma ferramenta adicional a ser empregada no Manejo Integrado de Pragas, pois é compatível com outros métodos de controle. A interferência na homeostase dos hormônios envolvidos no processo de ecdise com fontes exógenas de hormônio ou análogos sintéticos (agonistas ou antagonistas) pode resultar na interrupção do processo reprodutivo ou desenvolvimento anormal do embrião dos insetos. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito de inseticidas do grupo dos reguladores de crescimento de insetos sobre a reprodução de D. saccharalis, fornecidos na forma de isca com atrativo alimentar em condições de laboratório. Foram testados os seguintes inseticidas: clorfluazurom (1,0 e 1,5 g i.a./L), diflubenzurom (3,75; 5,0 e 7,5 g i.a./L), flufenoxurom (1,0 g i.a./L), lufenurom (0,75; 1,0 e 2,0 g i.a./L), novalurom (0,5 e 1,0 g i.a./L) piriproxifem (1,0; 1,5; 1,8 e 2,0 g i.a./L) e teflubenzurom (1,5; 3,0 e 6,0 g i.a./L), fornecidos a mariposas com um dia de idade em algodão embebido com uma solução de melaço a 10%. Todos os tratamentos, com exceção da menor dosagem de lufenurom (0,75 g i.a./L) reduziram a produção de ovos em relação à testemunha. Flufenoxurom (1,00 g i.a./L) e clorfluazurom (1,50 g i.a./L) reduziram a longevidade de ambos os sexos tratados por ingestão; enquanto, lufenurom (2,0 g i.a./L), novalurom (1,0 g i.a./L) e teflubenzurom (3,0 g i.a./L) reduziram a sobrevivência apenas dos machos. Os tratamentos mais eficientes na esterilização foram piriproxifem (1,8 g i.a./L e 2,0 g i.a./L) e lufenurom (2,0 g i.a./L), apresentando eficiências superiores ou próximas a 80%.