Desenvolvimento placentário em quatis: evolução filogenética em carnívoros?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Morini Junior, João Carlos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-17012012-102534/
Resumo: A importância de preservação de espécies silvestres brasileiras se baseia no conhecimento de sua distribuição, comportamento no ambiente natural e em cativeiro, além da descrição detalhada de sua biologia da reprodução com vistas à perpetuação das espécies. Um dos principais impactos científicos desta proposta é o detalhamento do ambiente uterino versus o processo de placentação e sua demarcada posição filogenética evolutiva nos mamíferos, via estudos placentários, com intuíto de descrever a morfologia da placenta, evidenciando a barreira placentária em delimitação da evolução filogenética das características deste órgão, em relação aos carnívoros Nasua nasua. Foram utilizadas seis placentas provenientes de criadouros devidamente regularizados pelo IBAMA, vindas do CECRIMPAS/ São João da Boa Vista, SP e animais capturados no Parque das Mangabeiras Belo Horizonte MG, licença SISBIO 21030-1. A técnica de hemi-ovariossalpingohisterectomia foi utilizada como técnica para aquisição das placentas. Após a fixação de quatro sacos gestacionais em paraformaldeido 4%, ovários e placentas foram seccionados e fixados em glutaraldeido 2,5%. O material foi fotografado para descrição macroscópica. Todo o saco gestacional foi descrito, camada por camada, assim as membranas fetais [âmnio, saco vitelino, alantóide, (cório e órgão hemofago + placenta)]. As técnicas de coloração de PEARLS, Tricrômio de Masson, Ácido Periódico de Shiff (PAS) e Hematoxilina e Eosina (HE) foram utilizadas para descrição microscópica do material. Com auxilio das técnicas de imunohistoquimica de citoqueratina e vimentina evidenciamos estruturas avasculares e trofoblasto. Para maior detalhamento da barreira placentária e membranas utilizamos a microscopia eletrônica de varredura e transmissão. Ao analisar as placentas foi viável descrever os componentes macro e microscópicos da formação e caracterização placentária nos quatis, a macroscopia nos mostrou que a placenta é formada pelas membranas fetais córion zonário, alantóide, âmnio e saco vitelino em \"T\" invertido além de apresentar o órgão hemófago. Com a análise estrutural do material foi possível classificar a placenta dos quatis como Corioalantóide, Zonária, Lamelar e Endoteliocorial. A aquisição do material nos restringiu o número de técnicas que poderiam ser utilizadas para melhor esclarecimento e caracterização da placenta dos Quatis. Contudo, conseguiiu-se com sucesso a descrição da placenta destes animais, fornecendo melhores dados sobre os aspectos reprodutivos da espécie para futuras pesquisas e dados comparativos na ordem dos carnívoros.