Organização do ensino em ciclos e práticas avaliativas no ensino fundamental: um estudo em uma escola pública estadual paulista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Sato, Daniela Cristina Bruno
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-27052009-121809/
Resumo: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, ao propor a organização do ensino em ciclos e o regime de progressão continuada, introduz importantes modificações nos sistemas de ensino e nas práticas de avaliação adotadas nas escolas brasileiras. No Estado de São Paulo, toda rede está sob essa forma de organização desde 1998. Com base no exposto, foram definidos como objetivos da pesquisa: investigar junto à equipe pedagógica, professores e funcionários as concepções e práticas associadas à organização do ensino em ciclos; quais valores permeiam as práticas avaliativas escolares e constituem o ambiente avaliativo da sala de aula; que relação é possível identificar entre o ethos escolar e as práticas avaliativas; quais dificuldades podem ser identificadas nessa relação e como são eventualmente superadas. A pesquisa foi realizada em uma escola de ensino fundamental da rede estadual paulista; os participantes foram professores, equipe pedagógica, e funcionários. De acordo com os objetivos propostos, foi adotado o referencial teórico-metodológico da pesquisa qualitativa. Os procedimentos de pesquisa envolveram: observação, entrevistas e análise documental. O conjunto de dados analisados permitiu concluir que: a concepção de ciclos é polissêmica e muitas vezes imprecisa, predominando, na prática, a concepção de oposição ao sistema seriado e dilatação/flexibilização do tempo; há movimentos de resistência e adaptação à desseriação e à não-reprovação; dificuldades estruturais relacionadas às condições de trabalho dificultam uma prática efetiva de avaliação processual e formativa.