Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Assis, Gracilene Ramos de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-15032018-103626/
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Resumo: |
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) desafiam constantemente a qualidade da assistência prestada no sistema de saúde como um todo. Apesar do conhecimento acerca do conceito de infecção hospitalar, suas origens, fatores relacionados e principalmente as medidas gerais de prevenção e controle das IRAS, o que normalmente se verifica, é a baixa adesão dos PAS às medidas preventivas. Existem várias medidas fortemente embasadas em evidências científicas, porém, a utilização dessas medidas, por profissionais de saúde, permanece um grande desafio. Estudos mencionam que o não cumprimento das diretrizes é um problema universal, e para desenvolver intervenções bem-sucedidas, são necessárias mais pesquisas sobre os determinantes comportamentais. Diante disso este estudo teve como objetivos avaliar a adesão às práticas de prevenção e controle de infecção dos (PAS) que atuam em UTI, tais como: cuidados de manipulação e curativo de cateteres venosos centrais (CVC) e manipulação direta do paciente e de seu ambiente próximo e investigar uma possível correlação entre a adesão dos PAS e o desempenho de seus testes psicológicos que avaliaram seus Estilos de pensamento, Autoestima, Qualidade de vida, Estresse e Personalidade. Realizou-se um estudo observacional, prospectivo, no período de julho de 2012 a dezembro de 2013 em quatro Unidades de Terapia Intensiva em um grande hospital escola. Foram realizadas 7.572 observações distribuídas entre as práticas selecionadas de 248 profissionais que atuaram em quatro UTIs, constituídos por médicos e enfermeiros (auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e enfermeiros). Para a equipe de enfermagem a proporção de adesão para o procedimento de cuidados com a manipulação variou entre 13% e 95%, ficando com a menor adesão as etapas que envolveram a higienização das mãos (HM) antes de manipular o cateter e a desinfecção da conexão do CVC. Para o procedimento de cuidados com o curativo do CVC a proporção de adesão variou entre 14% e 99%, ficando com a menor adesão novamente as etapas que envolveram a HM antes de iniciar a troca do curativo do CVC. Para avaliação da equipe médica foi observada a adesão à HM das mãos nos cinco momentos propostos pela OMS. A proporção de adesão variou entre 10% e 98%. Observou-se menor taxa de adesão para os momentos \"Antes do contato direto com o paciente\", \"Após contato com ambiente próximo ao paciente\" e \"Antes de procedimentos assépticos\". Utilizou-se um modelo de regressão logística ajustado para avaliar a associação entre à adesão às práticas de controle de infecção e os testes psicológicos dos profissionais de saúde e apenas a autoestima e aspectos de personalidade (agressão, assistência, deferência, afago e afiliação) obtiveram associação com a adesão às práticas de controle de infecção. Conhecer fatores biopsicossociais (características de personalidade e autoestima) capazes de gerar comportamentos que influenciam o ato de adesão dos PAS às práticas de controle de infecção, pode ser um passo importante para projetar estratégias de intervenção mais eficientes para modificar o comportamento dos profissionais de saúde e aumentar as boas práticas |