Análise da espessura muscular, força de mordida molar máxima e mobilidade mandibular em indivíduos com osteoartrose

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Righetti, Mariah Acioli
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58138/tde-29082018-153611/
Resumo: Osteoartrose é uma doença articular degenerativa crônica, considerada grave, evolutiva, limitante, que agride as articulações sinoviais, com consequente degradação da cartilagem articular do tipo hialina, que tem uma baixa capacidade regenerativa e baixa resposta aos tratamentos. Este estudo teve como objetivo analisar os músculos masseteres e temporais, por meio da ultrassonografia e força de mordida molar de indivíduos com osteoartrose e sem osteoartrose, assim como analisar a mobilidade mandibular de forma comparativa entre os dois grupos. Participaram 48 indivíduos na faixa etária entre 40 e 70 anos de idade, de ambos os gêneros, distribuídos em dois grupos: com osteoartrose (n=24 idade média 50,42±2,01) e controle saudável (n=24 idade média 50,35±2,29). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FORP/USP (CAAE: 55505316.8.0000.5419). A espessura muscular foi mensurada pela imagem obtida do ultrassom SonoSite NanoMaxx nas condições clínicas de repouso e apertamento dental em contração voluntária máxima. Para análise da força de mordida molar máxima direita e esquerda foi utilizado o dinamômetro digital Kratos. As amplitudes dos movimentos mandibulares na condição de abertura máxima, lateralidades direita e esquerda e protrusão foram aferidas pelo paquímetro digital. Os valores da espessura muscular, da força de mordida molar e da mobilidade mandibular foram submetidos à análise estatística (SPSS, teste t; p0,05). Foi utilizado o teste de correlação linear de Pearson (p 0,05) para correlacionar a espessura muscular em repouso e em contração voluntária máxima com força de mordida molar direita e esquerda. Foi observado clinicamente nas imagens ultrassonográficas que o Grupo com Osteoartrose apresentou maior espessura nos músculos masseteres e temporais em repouso e contração voluntária máxima, exceto para o músculo temporal esquerdo em repouso. Na força de mordida molar máxima o Grupo Osteoartrose apresentou menor força de mordida molar direita e esquerda, sem diferença estatística significante. Houve diferença estatística entre os grupos para a mobilidade mandibular, com relação à lateralidade direita. De acordo com os resultados obtidos é possível afirmar que a osteoartrose promoveu alterações no sistema estomatognático, evidenciado por alterações morfofuncionais e desequilíbrio neuroanatômico, especificamente na fase inicial da doença