Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2025 |
| Autor(a) principal: |
Assumpção, Ana Laura |
| Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Tese
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: |
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| Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/102/102132/tde-29072025-102845/
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Resumo: |
O conceito de patrimônio, antes entendido sob o aspecto da monumentalidade, da materialidade e da criação de uma identidade nacional forjada, amplia-se por meio de um processo de decolonialidade do patrimônio, em que se repensa não somente a noção de patrimônio, mas, sobretudo, quem são os agentes da preservação. A participação popular fortalece a relação dos sujeitos com o patrimônio que os representa e, de forma mais ampla, com a cidade em que vivem. O foco dessas discussões se voltou para Bocaina, uma cidade do interior do estado de São Paulo, fundada no final do século XIX. A intenção foi tratar Bocaina como um caso singular, destacando a particularidade da formação das cidades no interior paulista, uma vez que a cidade ainda conserva uma quantidade significativa das características originais. Apesar do bom estado de conservação, tanto na escala do edifício, quanto na escala urbana, não há nenhuma lei municipal ou mesmo alguma comissão que abarque as questões preservacionistas. A pesquisa partiu da hipótese de que existia uma relação afetiva, no sentido definido por Maurice Merleau-Ponty, dos próprios moradores com os bens patrimoniais, sendo esse o fio condutor da situação atual de Bocaina. Como objetivo, fundamentou-se na noção de inventário participativo, uma metodologia implementada pelo Iphan em 2016, para caracterizar os patrimônios de Bocaina sob a perspectiva da participação social. Foi elaborado um Inventário Participativo de Bocaina, o qual se desdobrou em duas contribuições. A primeira contribuição diz respeito à criação de uma nova proposta metodológica, que tem como base a metodologia do Manual do Inventário Participativo do Iphan, mas que se apoia, sobretudo, nos mapas afetivos ao mobilizar os afetos por meio da ferramenta do desenho. E, a segunda, que se refere, de fato, ao resultado do Inventário Participativo de Bocaina, cujos participantes foram alunos de 3º e 5º anos da Escola Municipal Deputado Leônidas Pacheco Ferreira: um material físico, que sistematiza e apresenta os patrimônios dos alunos produzidos por eles mesmos. Esse material se estende com uma contribuição para a cidade. As atividades específicas, desenvolvidas no âmbito da escola, se justificou pelas crianças serem um grupo em processo de construção das relações com o lugar em que vivem, momento em que estão estabelecendo sentimentos de pertencimento e de identidade. A metodologia, fundamentada na Grounded Theory, foi uma ação de pesquisa que propiciou entender como determinado fenômeno se desdobra de determinada maneira, no caso, entender a relação entre as crianças e os patrimônios em Bocaina, através da elaboração do Inventário Participativo. Os resultados, provenientes de 22 mapas afetivos, permitiram evidenciar a relevância da participação social na preservação do patrimônio da cidade, além de consolidar a aplicabilidade da proposta metodológica, tornando-a passível de replicação em outras cidades do interior de São Paulo. |