Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Arias, Fabian Camilo Niño |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60135/tde-23112017-111520/
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Resumo: |
Staphylococcus aureus é um micro-organismo amplamente adaptável, assim, pode viver em uma grande variedade de ambientes, inclusive nos alimentos. Dentre as toxi-infecções alimentares de origem bacteriana relatadas, cerca de 50% estão relacionadas com a produção de enterotoxina estafilocócica. No Brasil, o queijo Minas frescal é o tipo de queijo mais consumido (aproximadamente 30g/pessoa/dia) e a ocorrência desta bactéria é alta em queijos artesanais. Para este estudo, foram obtidos isolados de S. aureus produtores de enterotoxina e foram selecionados também dez isolados bacterianos, como microbiota acompanhante de uma amostra de queijo Minas. Foi avaliada a atividade inibitória da microbiota acompanhante frente a S. aureus, por meio de testes de antagonismo em ágar. Dentre as bactérias testadas, um isolado de Leuconostoc mesenteroides MC5 e um isolado de Lactococcus lactis MC5 mostraram atividade antiestafilocócica. Foi realizado também teste em ágar, com utilização de proteases, para avaliação da natureza proteica do inibidor, que seria indicativa da presença de bacteriocinas. Esses compostos são de grande interesse para bioconservação de alimentos e, neste trabalho, foi verificada a natureza proteica do (s) inibidor (es) produzido (os) por L. lactis. A persistência de S. aureus no ambiente de produção de alimentos derivados de leite depende, em parte, de sua capacidade de adesão e invasão em células eucarióticas, causando mastite em gado leiteiro. Além disso, S. aureus é um importante patógeno nosocomial, com potencial para causar além de gastrenterite por produção de enterotoxinas, quadros de infecção em outros sítios anatômicos. Desse modo, foi avaliada também neste trabalho, a capacidade de adesão e invasão de um isolado selecionado de S. aureus isolado de queijo Minas, utilizando como modelo cultura de células eucarióticas das linhagens Hep-2 e Caco-2. Para este ensaio, culturas de células eucarióticas foram infectadas com S. aureus em combinação com L. lactis MC5 e/ou L. mesenteroides MC5, bem como foi avaliada a atividade antimicrobiana do extrato bruto da cultura de L. lactis MC5(sobrenadante livre de células - SLC). Os resultados dos testes de adesão-invasão foram altamente dependentes da cultura celular avaliada e das condições experimentais relativas ao metabolismo bacteriano e da célula hospedeira. Finalmente, foram selecionados genes importantes para a virulência de S. aureus (hla, icaA e sea) para estudos de expressão gênica por meio da técnica de PCR em tempo real, demonstrando diferenças significativas na expressão dos três genes quando testados em diferentes condições de cultivo, o que poderia sugerir que o potencial virulento de S. aureus está diretamente relacionado a condições ambientais e locais de isolamento, com implicações importantes para a garantia da inocuidade de alimentos. |