Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Silva, Carolina Mostaro Neves da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-19102016-140237/
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Resumo: |
Em 1903, cerca de duzentos representantes das classes produtoras reuniram-se em Belo Horizonte para a realização do Congresso Agrícola, Industrial e Comercial de Minas Gerais. Estes homens foram convidados a debater medidas para alavancar o progresso do estado, que enfrentava forte crise econômica, decorrente, sobretudo, da queda nos valores do café, seu principal produto de exportação. O Congresso nasceu de uma iniciativa do presidente do estado, Francisco Salles, encabeçada por João Pinheiro da Silva, cujo intuito era ouvir representantes das atividades produtivas. Vindos de diversas regiões, principalmente do Centro, da Mata e do Sul, eles construíram um amplo painel da economia mineira, no qual inseriram questões sobre a educação. Nesta tese, tendo como principais fontes periódicos, legislação e biografias, procurou-se analisar essas manifestações em conjunto e separadamente, identificando autores, objetivos, destinatários e referências para a compreensão do que, na passagem do século XIX para o XX, deveria ser o ensino profissional ou, precisamente, a educação considerada como necessária e propícia ao progresso econômico. O representantes das classes produtoras apresentaram propostas de instrução com enfoques diferenciados com relação ao tipo de ensino, suas modalidades e níveis. Também foi possível identificar aspectos comuns ao debate educacional coetâneo, tais como a atribuição do atraso econômico à falta de instrução que preparasse para o trabalho. Desse modo, os representantes apontaram a necessidade de modificar técnicas, procedimentos, instrumentos e materiais para uma produção mais moderna e racional, e defenderam propostas de formação dos dirigentes das atividades produtivas e dos quadros técnicos e a educação do trabalhador. |