Os mapas (des)construindo as relações do Rio Tietê com a (i)mobilidade em São Paulo: do Plano de Avenidas ao Plano de Intervenção Urbana Arco Tietê (1930-2014)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Oliveira, Maiara Santana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-27062025-153701/
Resumo: As discussões sobre as relações entre mobilidade urbana e os rios em São Paulo vêm se ampliando. Se antes pensar em outras relações para esta cidade a partir de seus corpos d\'água parecia uma discussão impossível, hoje, muitas transformações urbanas, sociais, políticas, econômicas e climáticas vêm mostrando que sim, é possível, e cada vez mais urgente, discutir esse tema que está ganhando repercussão no debate público – menos do que deveria, é verdade, em face de sua grande relevância histórica e geográfica para a cidade. Esta pesquisa teve por objetivo mobilizar desde a proposta de Saturnino de Brito, em 1926, passando pelo Plano de Avenidas, de 1930, Programa de Melhoramentos Públicos para a Cidade de São Paulo ou Relatório Moses, de 1950, Projeto SAGMACS, de 1956 a 1958, Plano Urbanístico Básico (PUB) de 1968-1969, Plano Urbanístico do Vale do Tietê (1967), Plano Metropolitano de Desenvolvimento Integrado da Grande São Paulo (PMDI) de 1970, Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado do Município de São Paulo (PDDI), de 1971, Lei de Zoneamento de 1972, Projeto Leste de 1974, Projeto de Ruy Ohtake de 1976, Projeto Niemeyer, de 1986, Projeto Tietê de 1992, Hidroanel Metropolitano de São Paulo, de 2011 até o Arco do Futuro, em 2012 e PIU Arco Tietê, de 2014, com foco em discutir o espaço da cidade em constante processo de transformação. A investigação se propôs a analisar e entender como os mapas dessas propostas apresentadas após 1930, ano de publicação do Plano de Avenidas, um dos principais marcos do urbanismo moderno que colocou o rodoviarismo como política urbana, planejou o território do rio Tietê, suas várzeas, e de forma mais ampla, a cidade de São Paulo. Além de pensar sobre o impacto dessas transformações na paisagem, a pesquisa relacionou os projetos e ações implantadas aos principais problemas que a cidade enfrenta hoje, tais como alagamentos, congestionamentos e mobilidade