Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Precinoti, Igor Barcellos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-03012023-105738/
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Resumo: |
Com o advento da Terapia Antirretroviral ocorreu uma mudança na história natural da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), que atualmente pode ser considerada uma doença crônica. Neste contexto foi possível observar um aumento da incidência de eventos não relacionados ao HIV nos pacientes soropositivos, dentre eles a coinfecção pelos vírus dengue. Este trabalho acompanhou, prospectivamente, 161 pacientes em seguimento no ambulatório de HIV/AIDS de Birigui-SP, pelo período de 4 anos, analisando o perfil epidemiológico destes pacientes e avaliando os aspectos clínicos e sorológicos daqueles que apresentaram sintomas ou foram diagnosticados com dengue durante o período do estudo. O estudo investigou as características da apresentação clínica e o desfecho da doença, além de analisar o perfil imunológico relacionados à dengue com a pesquisa das imunoglobulinas IgG, IgM anti-dengue. Finalmente, também foram realizados dois inquéritos sorológicos para a infecção pelos vírus dengue no inicio e ao final do estudo. Durante o período do estudo, o município de Birigui enfrentou duas grandes epidemias de Dengue. No inquérito sorológico inicial 5 pacientes apresentavam IgG positivo, 1 IgM positivo e 2 IgG e IgM positivos. No inquérito final 10 indivíduos apresentavam IgG positivo, 12 IgM positivo e 1 indivíduo apresentava presença tanto de IgM como IgG. Somente 2 pacientes positivos no inquérito inicial mantiveram sua positividade ao final do estudo. Nenhum paciente foi notificado ou apresentou quaisquer sintomas de dengue durante o seguimento, apesar da identificação de pacientes que passaram a apresentar anticorpos anti-dengue ao final do estudo. Estes dados evidenciam que pacientes soropositivos apresentam uma apresentação clínica mais branda para a infecção pelos vírus dengue e que pode haver uma perda dos anticorpos IgG anti-dengue nestes pacientes. |