A visão dos gerentes das unidades básicas de saúde sobre a tuberculose na agenda municipal, em um município do Estado de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Protti, Simone Teresinha
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-19122008-161100/
Resumo: Nesta investigação analisamos a visão dos gerentes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) a cerca da problemática da Tuberculose (TB) em um município do interior do Estado de São Paulo. Participaram do estudo 14 gerentes de UBS, sendo a coleta dos dados realizada por meio de entrevista que enfocava a TB na agenda municipal, foi aplicado um questionário fechado e ao final deste uma questão aberta, que permitiu aos sujeitos manifestarem livremente as dificuldades no controle da TB no âmbito da gerência local. A entrevista se deu após o consentimento livre e esclarecido. Para o tratamento dos dados utilizamos o Programa Statística 8.0 da Statsoft, e, por meio deste, elaboramos tabelas de freqüência simples e para os dados qualitativos, utilizamos a técnica de análise de conteúdo, modalidade temática, surgindo três categorias temáticas: 1) A gerência da UBS no controle da TB: um campo de desafios; 2) Ações gerenciais do controle da TB na Atenção Básica (AB): potencialidades e limites; 3) O Controle da TB na AB: a visão gerencial. Os sujeitos do estudo atuam a mais de cinco anos na função de gerentes e a maioria deles toma a TB como uma doença prioritária no quadro sanitário local, de forma que, 81,3% deles a considera como doença prioritária no quadro sanitário do município, e apenas 12,5% expõem que, às vezes, a consideram prioritária. Quanto à participação deles na discussão e definição de ações para o controle da TB no município mais de 50% participam às vezes ou quase nunca, nos permitindo refletir o quão estes gerentes estão imbuídos desta temática. Observamos que há pontualidade do enfoque da TB na AB, ou seja, nas campanhas e semana da TB. Essa característica de focalização das ações, presente nas falas dos sujeitos remete a cultura presente na organização dos sistemas locais de saúde, refletindo no campo do planejamento. A demora no diagnóstico foi relatada pelos gerentes, fazendo com que o doente retorne várias vezes à unidade de saúde em busca de uma solução para seus sintomas. Somado à demora o estigma é algo aparece na fala dos sujeitos e necessita ser trabalhado, uma vez que ambos implicam diretamente no planejamento e organização das ações do controle da TB na AB. Os dados nos mostram que 50% dos gestores não participam e/ou não sabem em relação à definição de linhas específicas para a TB, no repasse de recursos para o município. A subnotificação é uma preocupação apontada pelos gerentes que possuem pouco conhecimento do Programa de Controle da Tuberculose (PCT), bem como, dos casos de TB de sua área de abrangência. Nos seus depoimentos fica explícito uma gerência técnico-burocrática, com debilidades nas dimensões do planejamento e na organização das atividades da UBS que gerenciam. Assim, os gerentes assistenciais do contexto sanitário estudado necessitam recompor aspectos da gerência, como o planejamento e a organização como formas de viabilizar a política de controle da TB, de acordo com os preceitos jurídico-legais e as normatizações inerentes ao PCT.