Papel da hipóxia na ativação da imunidade inata e na progressão da doença renal crônica associada ao modelo de ablação renal de 5/6

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Rempel, Lisienny Campoli Tono
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-03012019-113209/
Resumo: A hipóxia tecidual tem sido apontada como importante fator na patogênese da Doença Renal Crônica (DRC). No entanto, faltam evidências diretas de que a exposição prolongada à hipóxia tecidual inicie ou agrave a DRC. Nós testamos essa hipótese expondo cronicamente ratos normais e ratos com nefrectomia de 5/6 (Nx) à hipóxia. Além disso, investigamos se tal efeito da hipóxia envolveria a ativação da imunidade inata. Ratos Munich-Wistar machos adultos foram submetidos a Nx (n = 54) ou cirurgia simulada (Sham, n = 52). Vinte e seis ratos sham (S+nor) e 26 Nx (Nx+nor) permaneceram em normóxia, enquanto 26 ratos sham (S+hip) e 28 Nx (Nx+hip) foram mantidos em uma câmara de hipóxia normobárica (12% O2) por 8 semanas. Confirmamos a existência de hipóxia tecidual por imuno-histoquímica para Pimonidazol (Hypoxyprobe tm). A hipóxia foi confinada à área medular em S+nor e expandiu-se à área cortical em S+hip. A hipóxia não promoveu lesão renal nem elevação do conteúdo de IL-1beta ou TLR-4 em Sham. Em Nx, a hipóxia se estendeu para a área cortical, um processo que foi intensificado em Nx+hip, mas, inesperadamente, atenuou a hipertensão, a ativação da imunidade inata, a inflamação, a lesão renal e o estresse oxidativo. Em desacordo com os conceitos atuais, o presente estudo traz evidência de que a hipóxia pode exercer um efeito renoprotetor no modelo Nx, ao invés de atuar como um fator de lesão renal. Os mecanismos desse inesperado efeito benéfico não são claros, e podem envolver inibição da via do NF-kB, melhora do estresse oxidativo e limitação da produção de angiotensina II pelo tecido renal