Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Dal Santo, Ana Cristina Martins |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-23062014-084607/
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Resumo: |
Introdução: Pacientes portadores de câncer estão sobrevivendo mais devido aos avanços no diagnóstico precoce e tratamento dos tumores. A diminuição da mortalidade relacionada ao câncer e o envelhecimento da população acarretaram um número crescente de pacientes oncológicos internados em UTI. Objetivos: Identificar a prevalência e os fatores de risco para IRA nos pacientes oncológicos críticos. Métodos: Foram avaliados, prospectivamente, 371 pacientes oncológicos internados nas UTIs do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e do Hospital AC Camargo, entre novembro de 2011 a março de 2013. Os pacientes foram avaliados na admissão, 24h e 48h da internação na UTI. Foram coletados os parâmetros demográficos, clínicos e laboratoriais os quais foram analisados para os desfechos IRA, conforme o critério AKIN (Cr > 0,3 mg/dl ou aumento de 50% sobre a Cr basal em 48h) e óbito na UTI. Os dados foram submetidos à análise bivariada e multivariada. Resultados: A incidência de IRA nos pacientes oncológicos foi de 45,1%, sendo que apenas 5,2% necessitaram de tratamento dialítico. Os pacientes com IRA apresentaram mais frequentemente admissão cirúrgica (49% IRA vs 34% sem IRA; p=0,022). Na admissão à UTI, os fatores associados ao desenvolvimento de IRA (IRA vs sem IRA) foram: ventilação mecânica (26,6% vs 16,0%; p=0,031), frequência cardíaca (88 bpm vs 82 bpm; p=0,029), balanço hídrico (575 ml vs 275 ml; p = 0,0002), lactato (19 mg/dL vs 17 mg/dL; p= 0,046) e fósforo (3,9 mg/dL vs 3,4 mg/dL; p < 0,0001). A taxa de óbito hospitalar foi de 37,3% sendo que 25,3% ocorreu na UTI. A mortalidade foi mais prevalente em pacientes com câncer hematológico (8,6% sobreviventes vs 19,5% óbitos; p = 0,008), procedentes do pronto atendimento (23,5% sobreviventes vs 34,1% óbitos; p = 0,002), admissão clínica (50,4% sobreviventes vs 84,1% óbitos; p < 0,0001) e internação não planejada (59,9% vs 86,6% óbitos; p < 0,0001). Outros fatores relacionados ao óbito foram: sinais de congestão, uso de drogas vasoativas, choque séptico e infecção respiratória (p < 0,0001). Os dias de internação prévios à admissão na UTI também se relacionaram ao óbito (6 dias óbitos vs 2 dias sobreviventes; p < 0,0001). Os exames laboratoriais que se relacionaram ao óbito foram (sobreviventes vs óbitos): hipoalbuminemia (2,7 g/dL vs 2,4 g/dL; p= 0,003), aumento do INR (1,3 vs 1,5; p < 0,0001); aumento do lactato (17 mg/dL vs 20,5 mg/dL; p = 0,037), PCR (41,8 mg/dL vs 148,4 mg/dL; p < 0,0001) e TP (69% vs 59,5%; p = 0,001). Conclusão: A IRA é frequente em pacientes oncológicos admitidos na UTI e apresenta alta mortalidade. As ocorrências de IRA e óbito encontram-se mais relacionados com a gravidade das disfunções orgânicas no momento da admissão à UTI, do que às características da neoplasia de base |