Harmonia e tom: o poder brando da música popular brasileira e as representações identitárias do Brasil no mundo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Tooge, Marly D'Amaro Blasques
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-14012015-111801/
Resumo: Desde o início do século XX a música brasileira tem sido palco de discussões e negociações sobre a identidade nacional. Em diferentes momentos históricos, tensões ideológicas e projetos identitários produziram usos variados dos idiomas português e inglês, refletindo correntes de nacionalismo acirrado e outras vezes de abertura à influência estrangeira. No decorrer do século XX, a música tornou-se uma das mais importantes manifestações artísticas brasileiras no mundo e um instrumento de difusão de nossa língua e cultura. Os mitos nacionais que se formaram ao longo de nossa história e que resultaram no atual imaginário do Brasil acabaram por gerar utopias que foram e são de interesse mundial. A música é, ainda hoje, vista como ferramenta para o aumento do poder brando do Brasil. Vemos aqui como os usos do par de idiomas português-inglês foi utilizado de forma a retratar o jogo de poder e as tensões identitárias junto ao público estrangeiro. As traduções de canções brasileiras, a criação de versões bilíngues como meio de divulgar a diversidade cultural brasileira, assim como o papel de mediadores culturais e seu potencial de transformação das relações com o estrangeiro, também são discutidos neste trabalho